Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2025
Em uma paciente com histórico de infertilidade e dor pélvica crônica, a laparoscopia revela endometriose com implantes ovarianos e peritoneais. Qual dos seguintes mecanismos fisiopatológicos é mais relevante para o desenvolvimento das lesões endometrióticas?
Endometriose: menstruação retrógrada (Teoria de Sampson) é o mecanismo fisiopatológico mais aceito para implantes ectópicos.
A teoria da menstruação retrógrada, proposta por Sampson, é a mais aceita para explicar a endometriose. Nela, o fluxo menstrual contendo células endometriais viáveis reflui pelas tubas uterinas e se implanta em locais ectópicos, como peritônio e ovários, proliferando e causando inflamação e dor.
A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, afetando milhões de mulheres em idade reprodutiva. É uma das principais causas de dor pélvica crônica e infertilidade, sendo um tema de grande relevância clínica e em exames de residência. A fisiopatologia da endometriose é multifatorial, mas a teoria mais aceita é a da menstruação retrógrada, proposta por John Sampson. Segundo essa teoria, células endometriais viáveis são transportadas retrogradamente pelas tubas uterinas durante a menstruação e se implantam em superfícies peritoneais e órgãos pélvicos, onde proliferam sob estímulo hormonal. Fatores genéticos, imunológicos e ambientais também desempenham um papel na suscetibilidade e progressão da doença. O diagnóstico da endometriose é desafiador e muitas vezes tardio, sendo a laparoscopia o padrão-ouro para confirmação. O tratamento visa aliviar a dor, melhorar a qualidade de vida e preservar a fertilidade, podendo incluir terapia hormonal, cirurgia ou uma combinação de ambos. Compreender os mecanismos fisiopatológicos é crucial para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas e para o manejo clínico eficaz.
A teoria da menstruação retrógrada, ou Teoria de Sampson, postula que durante a menstruação, o tecido endometrial reflui pelas tubas uterinas para a cavidade peritoneal, onde se implanta e cresce, formando os focos de endometriose.
Os sintomas mais comuns da endometriose incluem dor pélvica crônica, dismenorreia intensa, dispareunia (dor durante a relação sexual), dor ao evacuar ou urinar (especialmente durante a menstruação) e infertilidade.
A endometriose pode causar infertilidade por diversos mecanismos, incluindo distorção da anatomia pélvica, formação de aderências que impedem a captação do óvulo, inflamação crônica que afeta a qualidade dos óvulos e espermatozoides, e alterações na receptividade endometrial.
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