UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2021
Levando em consideração a fisiopatologia da Encefalopatia Hipóxico Isquêmica (EHI), assinale a alternativa correta.
EHI: despolarização neural → glutamato → ativação NMDA/AMPA → influxo Ca2+ → ativação proteases/fosfolipases → lesão celular.
Na Encefalopatia Hipóxico Isquêmica, a isquemia e hipóxia levam à despolarização neuronal e liberação excessiva de glutamato. Este aminoácido excitatório ativa os receptores NMDA e AMPA, resultando em um influxo maciço de cálcio para o interior da célula, o que desencadeia uma cascata de eventos neurotóxicos, incluindo a ativação de enzimas como proteases e fosfolipases, culminando em dano celular e morte neuronal.
A Encefalopatia Hipóxico Isquêmica (EHI) é uma condição grave que resulta da privação de oxigênio e fluxo sanguíneo para o cérebro, comum em neonatos, mas também presente em outras faixas etárias após eventos como parada cardiorrespiratória. A compreensão de sua fisiopatologia é crucial para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas e para o manejo clínico, sendo um tema de grande relevância em provas de residência e na prática médica. A cascata fisiopatológica da EHI é complexa e envolve múltiplos mecanismos. Inicialmente, a hipóxia e a isquemia levam à falha da bomba de sódio-potássio, despolarização neuronal e liberação massiva de neurotransmissores excitatórios, principalmente o glutamato. O excesso de glutamato ativa os receptores ionotrópicos NMDA e AMPA, resultando em um influxo descontrolado de cálcio para o interior dos neurônios. Este aumento intracelular de cálcio é o gatilho para a ativação de diversas enzimas deletérias, como proteases, fosfolipases e endonucleases, que degradam componentes celulares e levam à morte neuronal por necrose e apoptose. O conhecimento detalhado desses mecanismos é fundamental para identificar janelas terapêuticas, como a hipotermia terapêutica, que visa modular essa cascata de lesão. Para residentes, dominar a fisiopatologia da EHI permite uma abordagem mais racional no diagnóstico e tratamento, além de ser um tópico frequentemente abordado em exames. A compreensão do papel da excitotoxicidade e do influxo de cálcio é essencial para entender as bases de intervenções neuroprotetoras.
Na EHI, a hipóxia-isquemia provoca a liberação excessiva de glutamato, um neurotransmissor excitatório. Esse excesso leva à excitotoxicidade, ativando receptores como NMDA e AMPA e desencadeando uma cascata de eventos que culminam em dano neuronal.
NMDA e AMPA são receptores ionotrópicos que, quando ativados pelo glutamato em excesso, permitem a entrada maciça de íons cálcio para o interior dos neurônios. Esse influxo de cálcio intracelular é um evento crítico que ativa enzimas neurotóxicas, como proteases e fosfolipases, causando dano estrutural e funcional à célula.
O influxo excessivo de cálcio ativa enzimas como proteases e fosfolipases. As proteases degradam proteínas celulares e o citoesqueleto, enquanto as fosfolipases hidrolisam fosfolipídios da membrana, liberando ácido araquidônico e seus metabólitos tóxicos, contribuindo para a ruptura celular e a morte neuronal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo