PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023
A DRGE (doença do refluxo gastro esofágico) é uma patologia com complexos mecanismos fisiopatológicos. Dentre eles, considera-se o mais importante:
DRGE → Principal mecanismo = Relaxamentos transitórios do esfíncter esofágico inferior (RT-EEI).
O mecanismo fisiopatológico mais importante na Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) são os relaxamentos transitórios do esfíncter esofágico inferior (RT-EEI). Estes relaxamentos ocorrem independentemente da deglutição e permitem o refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, mesmo em indivíduos com pressão basal normal do EEI.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica comum, caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Sua fisiopatologia é multifatorial, mas a compreensão do mecanismo mais prevalente é fundamental para o diagnóstico e o manejo eficaz. Residentes devem dominar esses conceitos para a prática clínica e exames. O principal mecanismo fisiopatológico da DRGE são os relaxamentos transitórios do esfíncter esofágico inferior (RT-EEI). Estes são relaxamentos espontâneos e prolongados do EEI que ocorrem independentemente da deglutição e permitem o refluxo. Outros fatores contribuintes incluem a hipotonia do EEI, a presença de hérnia de hiato (que compromete a barreira antirrefluxo), o retardo do esvaziamento gástrico e a diminuição do clareamento esofágico, que é a capacidade do esôfago de remover o material refluído. O diagnóstico da DRGE é frequentemente clínico, baseado nos sintomas típicos como pirose e regurgitação. Em casos atípicos ou refratários, exames como endoscopia digestiva alta, pHmetria esofágica de 24 horas e manometria esofágica são indicados para confirmar o diagnóstico, avaliar complicações e guiar o tratamento. O tratamento envolve modificações no estilo de vida, inibidores da bomba de prótons (IBP) e, em casos selecionados, cirurgia antirrefluxo.
Além dos relaxamentos transitórios do EEI, outros fatores incluem a hipotonia do EEI, a hérnia de hiato, o retardo do esvaziamento gástrico, a diminuição do clareamento esofágico e a composição agressiva do material refluído (ácido, pepsina, bile).
Os relaxamentos transitórios do EEI são eventos espontâneos, de longa duração (10-45 segundos), que ocorrem independentemente da deglutição e são a principal causa de refluxo. Os relaxamentos induzidos pela deglutição são de curta duração e coordenados com o peristaltismo primário.
O clareamento esofágico, mediado pelo peristaltismo e pela saliva, é crucial para remover o ácido refluído do esôfago. Um déficit nesse mecanismo prolonga o tempo de contato do ácido com a mucosa, aumentando o risco de esofagite e complicações.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo