HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015
Homem de 48 anos com dor epigástrica e subesternal em queimação crônica (há 4 meses). Relata que os sintomas pioram ao deitar-se e após refeições. Nega dificuldade para engolir ou perda de peso. Usou inibidor da bomba de prótons regularmente nas últimas 6 semanas com melhora parcial dos sintomas. Relata ainda sibilância e rouquidão pela manhã. O resto da história e exame clínico é normal. Em se tratando de refluxo gastroesofágico, dos mecanismos a seguir, sempre contribuem para esse processo patológico, EXCETO:
Hérnia hiatal é fator de risco para DRGE, mas NÃO é um mecanismo *sempre* presente em TODOS os casos.
A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é multifatorial, envolvendo principalmente a disfunção do esfíncter esofágico inferior, a depuração esofágica e a resistência da mucosa. Embora a hérnia hiatal seja um fator de risco significativo, ela não está presente em todos os pacientes com DRGE e, portanto, não *sempre* contribui para o processo patológico.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Sua fisiopatologia é complexa e multifatorial, envolvendo uma interação de fatores que comprometem as defesas antirrefluxo. Os mecanismos chave incluem a disfunção do esfíncter esofágico inferior (EEI), seja por relaxamentos transitórios inapropriados, hipotonia basal ou deslocamento anatômico. A depuração esofágica ineficaz, que remove o material refluído, e a diminuição da resistência da mucosa esofágica ao ácido também são fatores importantes que contribuem para a patogênese da DRGE. A hérnia hiatal é um fator de risco significativo para a DRGE, pois compromete a barreira antirrefluxo ao desorganizar a junção esofagogástrica. No entanto, é crucial entender que a hérnia hiatal não está presente em todos os pacientes com DRGE e, portanto, não é um mecanismo *sempre* contribuinte, embora sua presença geralmente agrave a doença.
Os principais mecanismos incluem a disfunção do esfíncter esofágico inferior (relaxamentos transitórios ou hipotonia), a depuração esofágica prejudicada e a diminuição da resistência da mucosa esofágica ao ácido.
A hérnia hiatal contribui para a DRGE ao desorganizar a junção esofagogástrica, comprometer a função do EEI, e permitir o acúmulo de ácido no saco herniário, aumentando o refluxo.
Além da pirose e regurgitação, a DRGE pode causar sintomas atípicos como tosse crônica, asma, rouquidão, dor torácica não cardíaca e erosões dentárias, como visto no caso da sibilância e rouquidão matinal.
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