HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2025
O diabete melito tipo 2 (DM2) ocorre por perda progressiva de secreção adequada de insulina:
DM2 = Resistência insulínica periférica + disfunção progressiva e relativa das células beta pancreáticas.
A fisiopatologia do DM2 é um dueto entre a resistência à ação da insulina nos tecidos periféricos e a falência gradual das células beta em compensar essa demanda. A disfunção do efeito incretínico agrava a hiperglicemia pós-prandial, completando a tríade central do problema.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica de alta prevalência global, representando um dos maiores desafios de saúde pública. Sua importância clínica reside não apenas na hiperglicemia, mas também nas suas complicações micro e macrovasculares, que aumentam significativamente a morbimortalidade. A fisiopatologia do DM2 é complexa e multifatorial. O processo se inicia com a resistência à insulina, principalmente no fígado, músculo esquelético e tecido adiposo. Para compensar, as células beta pancreáticas aumentam a produção de insulina (hiperinsulinemia compensatória). Com o tempo, essas células entram em exaustão e disfunção, levando a uma secreção de insulina deficiente e progressiva, incapaz de manter a homeostase glicêmica. Além disso, a diminuição do efeito das incretinas (como GLP-1 e GIP), hormônios intestinais que estimulam a secreção de insulina pós-prandial, contribui para a hiperglicemia. O manejo do DM2 visa abordar esses múltiplos defeitos fisiopatológicos. O tratamento envolve desde mudanças no estilo de vida até o uso de fármacos que aumentam a sensibilidade à insulina (metformina, glitazonas), estimulam a secreção de insulina (sulfonilureias), atuam na via das incretinas (inibidores da DPP-4, análogos do GLP-1) ou promovem a excreção renal de glicose (inibidores de SGLT2). Compreender essa base fisiopatológica é fundamental para a escolha terapêutica individualizada e eficaz.
Os pilares são a resistência à insulina, que impede a captação de glicose pelos tecidos, e a disfunção progressiva das células beta pancreáticas, que leva a uma secreção inadequada de insulina para vencer essa resistência. Adicionalmente, há o papel da disfunção do efeito incretínico.
A resistência à insulina diminui a captação de glicose pelo músculo e tecido adiposo e falha em suprimir a produção hepática de glicose (gliconeogênese). Isso resulta em níveis elevados de glicose no sangue, mesmo com a presença de insulina.
No DM1, há uma destruição autoimune das células beta, levando a uma deficiência absoluta de insulina. No DM2, a deficiência é relativa e progressiva; inicialmente, o pâncreas tenta compensar a resistência com hiperinsulinemia, mas com o tempo as células beta entram em falência.
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