ENARE/ENAMED — Prova 2021
Em relação à desnutrição, é correto afirmar que
Desnutrição crônica → ↑ SRAA, ↑ retenção hídrica/sódio, ↓ massa muscular e órgãos linfoides.
Na desnutrição crônica, o organismo ativa mecanismos compensatórios para preservar volume e energia, como o sistema renina-angiotensina-aldosterona, levando à retenção de sódio e água. Há também uma depleção progressiva de massa muscular e atrofia de órgãos como o timo e baço, e os níveis de proteínas séricas como albumina e transferrina tendem a diminuir.
A desnutrição é um estado de deficiência de energia, proteínas e/ou micronutrientes que leva a alterações na composição corporal e na função de múltiplos sistemas orgânicos. Sua fisiopatologia é complexa e envolve adaptações metabólicas e hormonais para preservar a vida. A desnutrição pode ser aguda, geralmente ligada a estresse metabólico, ou crônica, resultado de ingestão inadequada prolongada. Na desnutrição crônica, o organismo tenta manter a homeostase através de diversas adaptações. Uma delas é a ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), que leva ao aumento da retenção de sódio e água, contribuindo para edemas e para a manutenção do volume intravascular, apesar da depleção proteica. Há uma depleção progressiva da massa muscular e atrofia de órgãos linfoides, comprometendo a imunidade. As alterações laboratoriais na desnutrição crônica incluem hipoalbuminemia e baixos níveis de transferrina. A função cardíaca também é comprometida, com perda de massa miocárdica e diminuição do débito cardíaco. Compreender essas adaptações é fundamental para o manejo nutricional e clínico dos pacientes desnutridos, visando a recuperação e a prevenção de complicações.
Na desnutrição aguda grave, especialmente em situações de estresse como trauma ou infecção, pode haver uma resposta inflamatória com leucocitose. No entanto, proteínas de fase aguda como a albumina e transferrina tendem a diminuir devido à síntese hepática prejudicada e ao aumento do catabolismo, não a se elevarem.
Na desnutrição crônica, ocorre uma perda progressiva e significativa da massa muscular total, pois o corpo utiliza proteínas musculares como fonte de energia. Além disso, há atrofia de órgãos linfoides, como o timo e o baço, comprometendo a resposta imune e aumentando a suscetibilidade a infecções.
A desnutrição leva à perda de massa cardíaca, resultando em diminuição do volume sistólico e do débito cardíaco. Isso ocorre como uma adaptação para reduzir o consumo de energia, e não um aumento reflexo do débito cardíaco, que seria contraproducente em um estado de depleção energética.
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