PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2025
Um paciente idoso com insuficiência renal crônica apresenta uma úlcera crônica em membro inferior com secreção purulenta, edema local e sinais de inflamação. A biópsia da lesão mostra níveis elevados de MMP (metaloproteinases de matriz) e baixos níveis de seus inibidores (TIMP). Qual é o impacto dessa desregulação no processo de cicatrização da ferida?
Ferida crônica → ↑MMPs / ↓TIMPs = Degradação excessiva da matriz extracelular, impedindo a cicatrização.
A cicatrização normal depende de um equilíbrio fino entre a deposição e a degradação da matriz extracelular (MEC). Em feridas crônicas, há um desbalanço com excesso de metaloproteinases (MMPs) e deficiência de seus inibidores (TIMPs), resultando em destruição contínua da MEC.
A cicatrização de feridas é um processo biológico complexo, dividido em fases de hemostasia, inflamação, proliferação e remodelamento. O sucesso deste processo depende de uma regulação precisa do equilíbrio entre a síntese e a degradação da matriz extracelular (MEC). As metaloproteinases de matriz (MMPs) são enzimas que degradam a MEC, permitindo o remodelamento tecidual. Sua atividade é controlada por inibidores, os TIMPs. Em feridas agudas, o balanço MMP/TIMP é finamente ajustado para permitir a cicatrização. Em feridas crônicas, como as observadas em pacientes com insuficiência renal ou diabetes, a fase inflamatória torna-se prolongada. Isso leva a uma produção excessiva de MMPs e insuficiente de TIMPs. O resultado é um ambiente altamente proteolítico que degrada a MEC, fatores de crescimento e seus receptores, perpetuando um ciclo vicioso de inflamação e destruição tecidual que impede o fechamento da ferida.
MMPs são enzimas proteolíticas que degradam componentes da matriz extracelular, como colágeno. Em condições normais, elas são essenciais para processos como remodelamento tecidual, angiogênese e migração celular durante a cicatrização.
Pacientes com DRC frequentemente apresentam comorbidades como diabetes e doença vascular periférica. Esses fatores levam à má perfusão tecidual, neuropatia e inflamação sistêmica, que contribuem para o desequilíbrio de MMPs/TIMPs e a cronificação das feridas.
Em uma ferida crônica, a inflamação persistente leva a uma superprodução de MMPs e uma redução de TIMPs. Esse desequilíbrio resulta em degradação excessiva da matriz extracelular recém-formada, impedindo a progressão da cicatrização.
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