SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2023
Nos pacientes em estado de choque hipovolêmico, a tríade letal de: acidose, hipotermia e coagulopatia é comum em pacientes reanimados que estão sangrando ou em estado de choque a partir de vários fatores. Nossa compreensão básica é que a perfusão tecidual inadequada resulta na acidose causada pela produção de lactato. Com relação ao choque hipovolêmico marque a alternativa correta:
Choque hipovolêmico → perfusão ↓, ATP ↓, metabolismo anaeróbico ↑, acidose, hipotermia, coagulopatia.
No choque hipovolêmico, a perfusão tecidual inadequada leva à diminuição da produção de ATP e ao metabolismo anaeróbico, resultando em acidose. A hipotermia é agravada pela diminuição da produção de calor e pela infusão de fluidos frios, impactando negativamente a função enzimática e a coagulação.
O choque hipovolêmico é uma condição de emergência caracterizada pela diminuição do volume intravascular, levando à perfusão tecidual inadequada e disfunção orgânica. É uma das principais causas de mortalidade em trauma e outras condições hemorrágicas. A compreensão da fisiopatologia é fundamental para o manejo eficaz, especialmente no que tange à tríade letal: acidose, hipotermia e coagulopatia. No estado de choque, a entrega de oxigênio e nutrientes às células é comprometida. Isso força as células a dependerem do metabolismo anaeróbico, resultando na produção excessiva de lactato e acidose metabólica. A produção de trifosfato de adenosina (ATP), a principal fonte de energia celular e de calor para a homeostase térmica, é drasticamente reduzida. Consequentemente, o corpo perde a capacidade de manter sua temperatura central, tendendo a se ajustar à temperatura ambiente, o que leva à hipotermia. A hipotermia, por sua vez, agrava a situação ao inibir a função enzimática, incluindo a dos fatores de coagulação, e prejudicar a função plaquetária, contribuindo para a coagulopatia. Além da isquemia, a hipotermia é frequentemente induzida ou agravada pela infusão de grandes volumes de fluidos intravenosos e produtos sanguíneos não aquecidos. O manejo do choque hipovolêmico, portanto, não se limita à reposição volêmica, mas também inclui a correção da acidose, o aquecimento do paciente e o controle da coagulopatia para quebrar o ciclo vicioso da tríade letal.
A perfusão tecidual inadequada no choque hipovolêmico resulta em hipóxia celular, forçando as células a mudar para o metabolismo anaeróbico. Este processo produz lactato em excesso, que se acumula e leva à acidose metabólica, um componente da tríade letal.
O corpo humano depende da produção de ATP para gerar calor e manter a homeostase térmica. No choque, a perfusão inadequada e a hipóxia diminuem drasticamente a produção de ATP, comprometendo a capacidade do corpo de gerar calor e levando à hipotermia, que é agravada pela infusão de fluidos frios.
A hipotermia afeta a eficiência das enzimas e fatores de coagulação, que funcionam otimamente na temperatura corporal normal (37°C). Temperaturas mais baixas diminuem a atividade enzimática e a função plaquetária, prolongando o tempo de coagulação e agravando a coagulopatia, um dos componentes da tríade letal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo