UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2022
Quais as fibras nervosas que parecem implicar na fisiopatologia da bexiga hiperativa relacionadas a traumas e a algumas afecções medulares?
Bexiga hiperativa + trauma/afecções medulares → implicação das fibras aferentes tipo C.
A bexiga hiperativa, especialmente em contextos de trauma ou afecções medulares, está frequentemente associada à ativação e sensibilização das fibras nervosas aferentes tipo C, que são nociceptores e desempenham um papel crucial na percepção da urgência urinária.
A bexiga hiperativa (BH) é uma síndrome caracterizada por urgência urinária, geralmente acompanhada de frequência e noctúria, com ou sem incontinência de urgência, na ausência de infecção do trato urinário ou outra patologia óbvia. Afeta milhões de pessoas globalmente, impactando significativamente a qualidade de vida. A compreensão de sua fisiopatologia é fundamental para o desenvolvimento de tratamentos eficazes. A neurofisiologia da bexiga é complexa, envolvendo o sistema nervoso central e periférico. As fibras nervosas aferentes desempenham um papel crucial na transmissão de informações sensoriais da bexiga para o cérebro. As fibras aferentes tipo C são nociceptores de baixo limiar, normalmente inativos durante o enchimento vesical normal, mas que se tornam ativados e sensibilizados em condições de inflamação, lesão nervosa ou obstrução. Em pacientes com bexiga hiperativa, especialmente aqueles com lesões medulares ou outras afecções neurológicas, há evidências de que essas fibras C se tornam mais ativas e contribuem para a sensação de urgência e hiperatividade do detrusor. Em casos de traumas e afecções medulares, a lesão das vias nervosas descendentes que normalmente inibem o reflexo de micção pode levar à disfunção da bexiga, resultando em bexiga neurogênica. Nesse contexto, as fibras aferentes tipo C podem se tornar a via principal para a transmissão de informações sensoriais da bexiga, contribuindo para a hiperatividade do detrusor e os sintomas de urgência. O entendimento do papel dessas fibras oferece alvos potenciais para novas abordagens terapêuticas na bexiga hiperativa.
As fibras nervosas aferentes tipo C, que são nociceptores, parecem ter um papel crucial na fisiopatologia da bexiga hiperativa, especialmente em casos relacionados a traumas e afecções medulares.
As fibras aferentes tipo C são fibras nervosas não mielinizadas, de condução lenta, que atuam como nociceptores. Na bexiga, elas são ativadas por estímulos químicos e mecânicos intensos, contribuindo para a sensação de urgência e dor vesical.
Traumas medulares podem levar à disfunção da bexiga, resultando em bexiga neurogênica. Isso frequentemente envolve a desinibição de reflexos medulares e a sensibilização das fibras C, contribuindo para a hiperatividade do detrusor e urgência urinária.
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