SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
A respeito da fisiopatologia da asma brônquica, marque a afirmativa INCORRETA:
Na asma, o grau de inflamação da mucosa NÃO se correlaciona diretamente com a severidade da doença, mas sim com a hiperresponsividade brônquica.
A asma é caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas, com infiltrado de eosinófilos, linfócitos T e mastócitos, além de remodelamento brônquico. Embora a inflamação seja central, o grau dela na mucosa não se correlaciona diretamente com a severidade clínica da asma, mas sim com a hiperresponsividade brônquica e a resposta ao tratamento.
A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução variável do fluxo aéreo. A fisiopatologia envolve uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais, resultando em inflamação persistente da mucosa brônquica. Essa inflamação é mediada por diversas células, como eosinófilos, linfócitos T (especialmente Th2), mastócitos e macrófagos, que liberam mediadores pró-inflamatórios. As alterações patológicas incluem infiltração de células inflamatórias na mucosa, espessamento da membrana basal devido à deposição subepitelial de colágeno, hipertrofia do músculo liso das vias aéreas e hiperplasia das glândulas mucosas. O epitélio das vias aéreas pode se tornar friável, com aumento de células epiteliais no lúmen. É importante notar que, embora a inflamação seja central, o grau de inflamação da mucosa não se correlaciona diretamente com a severidade clínica da asma. A hiperresponsividade brônquica, que é a tendência das vias aéreas a se contraírem excessivamente em resposta a estímulos, é um marcador mais consistente da severidade e está mais relacionada com a resposta ao tratamento. O remodelamento das vias aéreas, com suas alterações estruturais, contribui para a cronicidade e, por vezes, para a irreversibilidade da obstrução.
As principais células inflamatórias na asma incluem eosinófilos, linfócitos T (especialmente Th2), mastócitos, macrófagos e neutrófilos, que contribuem para a inflamação crônica e o remodelamento das vias aéreas.
O remodelamento das vias aéreas refere-se a alterações estruturais crônicas, como espessamento da membrana basal, hipertrofia e hiperplasia do músculo liso, aumento da vascularização e hiperplasia das glândulas mucosas, que contribuem para a obstrução irreversível e hiperresponsividade.
Embora a inflamação seja um pilar da asma, o grau de inflamação da mucosa não se correlaciona diretamente com a severidade clínica da doença. A hiperresponsividade brônquica e o remodelamento estrutural também são fatores importantes que determinam a gravidade e a resposta ao tratamento.
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