HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024
Sobre a apendicite aguda, assinale a alternativa correta.
Apendicite: Dor inicial visceral (distensão) → dor somática (irritação peritônio parietal).
A apendicite aguda tipicamente começa com dor visceral periumbilical ou epigástrica, causada pela distensão do lúmen apendicular. Conforme a inflamação progride e atinge o peritônio parietal adjacente, a dor se localiza no quadrante inferior direito, tornando-se somática e mais intensa. Este padrão de migração da dor é um achado clínico clássico e crucial para o diagnóstico.
A apendicite aguda é uma das causas mais comuns de abdome agudo cirúrgico, afetando indivíduos de todas as idades, mas com maior incidência em adolescentes e adultos jovens. Seu diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações graves, como perfuração e peritonite. A compreensão da sua fisiopatologia e da evolução clínica da dor é fundamental para o manejo adequado. A fisiopatologia da apendicite aguda geralmente começa com a obstrução do lúmen apendicular, seja por fecalitos, hiperplasia linfoide, corpos estranhos ou parasitas. Essa obstrução leva ao acúmulo de secreções mucosas, distensão do apêndice, aumento da pressão intraluminal e comprometimento do fluxo sanguíneo, resultando em isquemia e proliferação bacteriana. A inflamação se estende da mucosa para as camadas mais externas da parede apendicular. A dor na apendicite aguda segue um padrão característico. Inicialmente, a distensão do apêndice estimula fibras nervosas viscerais, causando uma dor difusa, mal localizada, geralmente periumbilical ou epigástrica. À medida que a inflamação progride e atinge o peritônio parietal adjacente, a dor se torna mais intensa, localizada e somática, classicamente no quadrante inferior direito (ponto de McBurney). Outros achados incluem náuseas, vômitos, anorexia e febre baixa. O diagnóstico é predominantemente clínico, mas exames de imagem como a ultrassonografia e a tomografia computadorizada podem auxiliar, especialmente em casos atípicos.
O principal mecanismo é a obstrução do lúmen apendicular, geralmente por um fecalito, hiperplasia linfoide ou corpo estranho. Essa obstrução leva ao acúmulo de muco, aumento da pressão intraluminal, isquemia, proliferação bacteriana e inflamação da parede apendicular.
A dor da apendicite aguda classicamente começa como uma dor visceral difusa, periumbilical ou epigástrica, devido à distensão do apêndice. Com a progressão da inflamação para o peritônio parietal, a dor migra e se localiza no quadrante inferior direito, tornando-se somática e mais intensa.
Na apendicite perfurada, os agentes bacterianos mais comuns são polimicrobianos, incluindo bactérias aeróbias como Escherichia coli e anaeróbias como Bacteroides fragilis. A E. coli é frequentemente o agente aeróbio predominante, e Bacteroides fragilis o anaeróbio mais comum.
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