UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
Primigesta de 19 anos, internada por trabalho de parto, que evoluiu da seguinte forma: Baseado na evolução do trabalho de parto, a conduta é
Trabalho de parto com evolução fisiológica = aguardar progressão natural, sem intervenções desnecessárias.
Em um trabalho de parto com evolução normal, a conduta mais adequada é a observação e o suporte, permitindo que o processo fisiológico ocorra. Intervenções como aumento de ocitocina ou cesárea são reservadas para casos de distócia ou complicações.
O trabalho de parto é um processo fisiológico complexo que culmina no nascimento do bebê. Em primigestas, a duração do trabalho de parto tende a ser mais longa do que em multíparas. É fundamental que os profissionais de saúde compreendam a fisiologia do parto e as variações da normalidade para oferecer o melhor cuidado, evitando intervenções desnecessárias e garantindo a segurança materno-fetal. A monitorização do trabalho de parto é realizada através do partograma, que registra a dilatação cervical, a descida da apresentação fetal, a frequência e intensidade das contrações uterinas, e os batimentos cardíacos fetais. A evolução normal do trabalho de parto é caracterizada por uma progressão contínua da dilatação e descida. A fase ativa do trabalho de parto, em primigestas, geralmente começa com 3-4 cm de dilatação e progride a uma taxa de aproximadamente 1,2 cm/hora. A conduta expectante, ou seja, aguardar a evolução natural do parto, é a abordagem preferencial em casos de trabalho de parto fisiológico, sem sinais de distócia ou sofrimento. Intervenções como a amniotomia, uso de ocitocina para aceleração ou analgesia peridural devem ser consideradas apenas quando há indicações clínicas claras, como distócia funcional ou dor intensa. A cesárea é reservada para situações onde o parto vaginal apresenta riscos significativos para a mãe ou o feto.
O trabalho de parto é dividido em três fases: dilatação (latente e ativa), expulsão e dequitação. A fase latente é caracterizada por dilatação lenta, enquanto a fase ativa apresenta dilatação cervical mais rápida e contrações regulares e eficazes.
É apropriado aguardar a evolução do parto quando a primigesta apresenta contrações uterinas regulares e progressivas, dilatação cervical em curso e descida fetal, sem sinais de sofrimento fetal ou materno, caracterizando um trabalho de parto fisiológico.
As principais indicações para intervenção incluem distócias de dilatação ou de descida, sofrimento fetal, descolamento prematuro de placenta, pré-eclâmpsia grave, hemorragia e outras complicações maternas ou fetais que comprometam a segurança do parto.
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