INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2020
O paciente em choque hipovolêmico é um desafio na abordagem dos pacientes politraumatizados. Sobre a fisiologia do sistema cardiovascular assinale a alternativa CORRETA:
70% do volume sanguíneo total está no circuito venoso, atuando como reservatório.
O sistema venoso é o principal reservatório de volume sanguíneo, com alta complacência, o que permite acomodar grandes variações de volume com pequenas alterações de pressão, sendo crucial na resposta ao choque hipovolêmico.
O choque hipovolêmico é uma condição grave e comum em pacientes politraumatizados, caracterizada pela perda aguda de volume intravascular, levando à perfusão tecidual inadequada. Compreender a fisiologia cardiovascular é fundamental para o manejo eficaz, pois as respostas compensatórias do organismo buscam manter a homeostase e a perfusão de órgãos vitais. A rápida identificação e intervenção são cruciais para evitar a progressão para falência de múltiplos órgãos. A fisiologia do sistema cardiovascular envolve a interação complexa entre o coração, vasos sanguíneos e o volume sanguíneo. O sistema venoso, com sua alta complacência, desempenha um papel vital como reservatório de volume, contendo a maior parte do sangue. A capacidade de ajustar o retorno venoso influencia diretamente o débito cardíaco, conforme a lei de Frank-Starling, que relaciona o volume diastólico final com a força de contração ventricular. A complacência vascular, que descreve a relação entre volume e pressão, é um conceito chave para entender a resposta do corpo à perda volêmica. No contexto do choque hipovolêmico, o tratamento visa restaurar o volume intravascular e a perfusão tecidual. Isso geralmente envolve a administração rápida de fluidos e, em casos de hemorragia significativa, transfusão de hemocomponentes. A monitorização hemodinâmica e a avaliação contínua da resposta do paciente são essenciais para guiar a terapia e otimizar os resultados, prevenindo complicações como a coagulopatia e a acidose metabólica.
No choque hipovolêmico, há ativação do sistema nervoso simpático, sistema renina-angiotensina-aldosterona e liberação de ADH para manter a perfusão de órgãos vitais, resultando em vasoconstrição e retenção hídrica.
O sistema venoso atua como um reservatório de volume, contendo cerca de 70% do volume sanguíneo total. Sua alta complacência permite ajustar o retorno venoso e o débito cardíaco.
A lei de Frank-Starling descreve que o débito cardíaco é diretamente proporcional ao retorno venoso. No choque hipovolêmico, a redução do retorno venoso diminui o enchimento ventricular e, consequentemente, o débito cardíaco.
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