CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2013
Com relação à retina humana, assinale a alternativa correta:
Cones S (ondas curtas/azul) são os menos frequentes (5-10%) e estão ausentes no centro da foveola.
A retina humana possui três tipos de cones para visão cromática. Os cones S são minoritários e sua ausência no centro foveal explica a tritanopia central fisiológica.
A retina humana é composta por fotorreceptores especializados: cones e bastonetes. Enquanto os bastonetes são responsáveis pela visão escotópica (baixa luminosidade), os cones operam em condições fotópicas e permitem a visão de cores. Existem três subtipos de cones baseados no pigmento visual (opsina) que contêm: S (curto/azul), M (médio/verde) e L (longo/vermelho). A organização espacial desses fotorreceptores não é uniforme; a fóvea é avascular e rica em cones, mas os cones S são notavelmente excluídos do centro foveal. Clinicamente, o entendimento dessa anatomia é fundamental para interpretar exames de eletrofisiologia ocular e compreender patologias que afetam seletivamente diferentes tipos de fotorreceptores. A predominância de cones L e M em relação aos S é uma característica evolutiva da visão tricromática primata, otimizada para a detecção de contrastes em ambientes naturais.
Os cones S (short-wavelength), sensíveis ao espectro azul, são os menos numerosos na retina humana, representando cerca de 5% a 10% da população total de cones. Além disso, eles apresentam uma distribuição peculiar, estando praticamente ausentes na zona central da fóvea, conhecida como foveola, o que resulta em uma insensibilidade relativa ao azul nessa pequena área central.
Os cones M (medium-wavelength) e L (long-wavelength) são responsáveis pela detecção das cores verde e vermelho, respectivamente. Eles são predominantes na fóvea, a região de maior acuidade visual. Diferente dos cones S, os cones M e L estão densamente agrupados no centro foveal, permitindo a percepção detalhada de formas e cores sob condições fotópicas.
A alta densidade de cones M e L na fóvea garante a máxima resolução espacial. A escassez de cones S e sua ausência no centro exato (foveola) significa que a percepção de cores azuladas é menos nítida no ponto de fixação central, embora o cérebro compense essa lacuna sensorial no processamento da imagem final.
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