INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2022
Sobre as alterações fisiológicas da gravidez, marque a alternativa incorreta:
Gravidez → ↓ Capacidade Residual Funcional e ↓ pCO2 arterial (alcalose respiratória compensada).
Durante a gravidez, o diafragma eleva-se, levando a uma diminuição da capacidade residual funcional. Além disso, há um aumento da ventilação minuto, resultando em uma diminuição da pCO2 arterial e uma alcalose respiratória compensada, e não um aumento da pCO2.
A gravidez induz uma série de alterações fisiológicas complexas em praticamente todos os sistemas orgânicos maternos, visando sustentar o desenvolvimento fetal e preparar o corpo para o parto. Compreender essas adaptações é crucial para diferenciar o fisiológico do patológico e para o manejo adequado das gestantes. As alterações respiratórias são particularmente notáveis, com a elevação do diafragma devido ao útero em crescimento, que impacta os volumes pulmonares. Do ponto de vista respiratório, a capacidade residual funcional (CRF) e o volume residual diminuem. No entanto, há um aumento do volume corrente e da ventilação minuto, impulsionado principalmente pela progesterona, que atua como um estimulante respiratório. Essa hiperventilação fisiológica leva a uma diminuição da pCO2 arterial (hipocapnia) e a uma alcalose respiratória compensada, o que facilita a difusão de CO2 do feto para a mãe e de O2 da mãe para o feto. O aumento da pCO2 arterial seria uma alteração patológica, não fisiológica. Outras alterações fisiológicas importantes incluem o eritema palmar (devido ao aumento do estrogênio), o aumento da lordose lombar para compensar o centro de gravidade, o aumento da frequência cardíaca e do débito cardíaco, e o aumento da globulina carreadora de hormônios tireoidianos (TBG), que eleva os níveis totais de T3 e T4, mantendo os níveis livres normais. O conhecimento dessas adaptações é fundamental para a prática obstétrica e para a interpretação de exames complementares durante a gestação.
Na gravidez, ocorre elevação do diafragma, levando à diminuição da capacidade residual funcional (CRF) e do volume residual. Há um aumento do volume corrente e da ventilação minuto, resultando em uma diminuição da pCO2 arterial e uma alcalose respiratória compensada, que facilita a troca gasosa feto-materna.
A pCO2 arterial diminui durante a gravidez devido ao aumento da ventilação minuto, que é estimulado pela progesterona. Essa hipocapnia fisiológica (pCO2 entre 28-32 mmHg) é um mecanismo adaptativo que favorece a eliminação do CO2 fetal e a transferência de oxigênio para o feto.
As alterações cardiovasculares na gestação incluem aumento da frequência cardíaca (10-15 bpm), aumento do débito cardíaco (pico em torno de 24 semanas), diminuição da resistência vascular sistêmica e aumento do volume sanguíneo. Essas adaptações visam atender às demandas metabólicas crescentes da unidade fetoplacentária.
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