SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Alterações fisiológicas são induzidas pela gravidez no sistema respiratório. Quanto a esse aspecto, é correto afirmar que:
Gravidez: Volume Corrente ↑, Volume de Reserva Expiratório ↓, Capacidade Residual Funcional ↓.
Durante a gravidez, o útero em crescimento eleva o diafragma, resultando em diminuição do volume de reserva expiratório (ERV) e do volume residual (RV), e consequentemente da capacidade residual funcional (FRC). O volume corrente (TV) aumenta para compensar as demandas metabólicas.
A gravidez induz uma série de alterações fisiológicas no sistema respiratório, essenciais para atender às crescentes demandas metabólicas da mãe e do feto. O útero em crescimento eleva o diafragma em aproximadamente 4 cm, o que impacta diretamente os volumes pulmonares. As principais mudanças incluem uma diminuição do volume de reserva expiratório (ERV) e do volume residual (RV), resultando em uma redução da capacidade residual funcional (FRC) em cerca de 20%. Em contraste, o volume corrente (TV) aumenta significativamente (30-40%), permitindo uma maior ventilação alveolar por respiração. A capacidade inspiratória (IC) também aumenta, enquanto a capacidade vital (VC) permanece relativamente inalterada ou pode diminuir ligeiramente. A complacência pulmonar não se altera, mas a complacência da parede torácica diminui. Compreender essas modificações é fundamental para a prática obstétrica e anestésica, pois influenciam a interpretação de exames e a resposta a intervenções. Residentes devem estar cientes de que a dispneia é comum na gravidez, muitas vezes fisiológica, mas que a avaliação de volumes pulmonares pode ser alterada, exigindo atenção para diferenciar o normal do patológico.
Durante a gravidez, o volume de reserva expiratório (ERV) diminui devido à elevação do diafragma pelo útero em crescimento. Essa redução é uma das causas da diminuição da capacidade residual funcional (FRC).
O volume corrente (TV) é o principal volume pulmonar que aumenta durante a gravidez, em cerca de 30-40%. Isso ocorre para atender à maior demanda de oxigênio e eliminação de CO2, sem um aumento significativo na frequência respiratória.
A complacência pulmonar estática geralmente permanece inalterada durante a gravidez. No entanto, a complacência da parede torácica pode diminuir devido ao aumento do volume mamário e abdominal, impactando a mecânica respiratória.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo