HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
Com relação a repercussões da gravidez sobre o sistema urinário, é correto afirmar que:
Na gravidez, a TFG e o fluxo plasmático renal aumentam significativamente (até 50%) desde o início da gestação, mantendo-se elevados.
A gravidez induz importantes alterações fisiológicas no sistema urinário, incluindo um aumento de cerca de 50% na taxa de filtração glomerular (TFG) e no fluxo plasmático renal, que se inicia no primeiro trimestre e se mantém elevado até o final da gestação.
A gravidez induz uma série de adaptações fisiológicas no sistema urinário, essenciais para suportar as demandas metabólicas maternas e fetais. A principal alteração é o aumento da taxa de filtração glomerular (TFG) e do fluxo plasmático renal (FPR) em cerca de 30% a 50%, que se inicia no primeiro trimestre (por volta da 12ª semana) e se mantém elevado até a 36ª semana de gestação, retornando aos níveis pré-gravídicos no pós-parto. Essa hiperfiltração é mediada por vasodilatação renal e aumento do volume plasmático. Outras repercussões incluem o aumento do tamanho dos rins, dilatação dos ureteres e pelve renal (hidronefrose fisiológica da gravidez), e alterações na reabsorção tubular. Há um aumento na reabsorção tubular de sódio e água, mas também um aumento na excreção de glicose (glicosúria fisiológica) e aminoácidos, devido ao aumento da carga filtrada e à diminuição da capacidade tubular de reabsorção. O sistema renina-angiotensina-aldosterona é ativado, resultando em aumento da produção de renina, angiotensina II e aldosterona, contribuindo para a expansão do volume plasmático. O reconhecimento dessas alterações é crucial para a interpretação correta de exames laboratoriais e para o manejo de condições renais preexistentes ou que surgem durante a gestação. Por exemplo, a creatinina sérica normal na gravidez é mais baixa (0,4-0,8 mg/dL) devido ao aumento da TFG, e valores acima de 0,9 mg/dL podem indicar disfunção renal. O conhecimento dessas adaptações é fundamental para a prática obstétrica e para a preparação para provas de residência.
Na gravidez, a TFG aumenta significativamente, em torno de 30% a 50%, a partir do primeiro trimestre e se mantém elevada até o final da gestação, devido a alterações hemodinâmicas e hormonais.
O fluxo plasmático renal também aumenta na gravidez, de forma paralela à TFG, contribuindo para o aumento da filtração glomerular. Esse aumento é mediado por vasodilatação renal.
Sim, a glicosúria pode ser fisiológica na gravidez. O aumento da TFG e a redução da capacidade de reabsorção tubular de glicose podem levar à excreção de pequenas quantidades de glicose na urina, mesmo com níveis normais de glicemia.
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