Músculos da Íris: Inervação, Miose e Midríase

CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2008

Enunciado

Quanto aos músculos da íris, podemos afirmar que o músculo:

Alternativas

  1. A) Esfíncter possui inervação simpática e relaxa-se com o estímulo fotomotor, produzindo midríase
  2. B) Dilatador possui inervação simpática e corresponde às fibras circulares ao redor da pupila
  3. C) Dilatador possui inervação parassimpática e corresponde às fibras radiadas ao redor da pupila
  4. D) Esfíncter possui inervação parassimpática e contrai-se com o estímulo fotomotor, produzindo miose

Pérola Clínica

Esfíncter da íris = Parassimpático → Miose | Dilatador = Simpático → Midríase.

Resumo-Chave

A pupila é controlada por um equilíbrio autonômico: o parassimpático (via III par) contrai o esfíncter (miose), enquanto o simpático contrai o dilatador (midríase).

Contexto Educacional

O controle do diâmetro pupilar é um exemplo clássico de regulação autonômica dual. O músculo esfíncter da íris, de origem neuroectodérmica, é responsável pela miose e é ativado pelo sistema parassimpático via receptores muscarínicos. O músculo dilatador, também neuroectodérmico, responde ao estímulo simpático via receptores alfa-1 adrenérgicos. O reflexo fotomotor avalia a integridade da via aferente (nervo óptico) e eferente (nervo oculomotor/parassimpático), sendo essencial no exame neurológico de urgência.

Perguntas Frequentes

Como funciona a via parassimpática da pupila?

A via parassimpática inicia-se no núcleo de Edinger-Westphal (mesencéfalo), segue pelo nervo oculomotor (III par) até o gânglio ciliar. As fibras pós-ganglionares (nervos ciliares curtos) inervam o músculo esfíncter da íris, promovendo a miose em resposta à luz ou acomodação.

Qual a disposição das fibras dos músculos da íris?

O músculo esfíncter da íris possui fibras circulares localizadas na margem pupilar. Já o músculo dilatador da íris é composto por fibras radiadas que se estendem da base da íris em direção à pupila, localizadas na camada epitelial pigmentada anterior.

O que acontece na Síndrome de Horner em relação à pupila?

Na Síndrome de Horner, há uma interrupção da via simpática. Como o músculo dilatador perde sua estimulação, o músculo esfíncter (parassimpático) atua sem oposição, resultando em miose ipsilateral, além de ptose palpebral e anidrose facial.

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