Fisiologia da Micção: Entenda o Esvaziamento Vesical

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2023

Enunciado

Para que haja correto esvaziamento vesical, é necessário haver

Alternativas

  1. A) coordenação entre o sistema esfincteriano uretral e o detrusor, mediados pelo sistema nervoso somático.
  2. B) ação sincrônica do nervo pudendo e do sistema nervoso simpático, ambos causando relaxamento do assoalho pélvico. 
  3. C) estímulo alfa-adrenérgico sobre a base da bexiga e assoalho pélvico, levando à abertura do colo vesical e saída da urina.
  4. D) contração do detrusor mediada por ação colinérgica e relaxamento do assoalho pélvico para abertura do colo vesical.
  5. E) integridade do centro sacral da micção, bloqueando os estímulos negativos de contração vesical enviados pelo córtex.

Pérola Clínica

Micção = Contração detrusor (colinérgica) + Relaxamento assoalho pélvico/esfíncter.

Resumo-Chave

O esvaziamento vesical é um processo coordenado que envolve a contração do músculo detrusor (mediada por acetilcolina via sistema nervoso parassimpático) e o relaxamento simultâneo do assoalho pélvico e do esfíncter uretral externo (inibição do nervo pudendo e relaxamento do esfíncter interno mediado por inibição simpática).

Contexto Educacional

A micção, ou esvaziamento vesical, é um processo neurofisiológico complexo e coordenado que envolve o sistema nervoso central e periférico, além da musculatura lisa da bexiga e da musculatura estriada do assoalho pélvico. A bexiga urinária atua como um reservatório de baixa pressão durante a fase de enchimento e como um órgão de alta pressão durante a fase de esvaziamento. Para que ocorra o esvaziamento vesical, dois eventos principais devem acontecer simultaneamente: a contração do músculo detrusor e o relaxamento do assoalho pélvico e dos esfíncteres uretrais. A contração do detrusor é mediada principalmente pelo sistema nervoso parassimpático, que libera acetilcolina, agindo em receptores muscarínicos M3 na parede da bexiga. Concomitantemente, o sistema nervoso somático (nervos pudendos) que inerva o esfíncter uretral externo é inibido, e o sistema nervoso simpático, que mantém o tônus do esfíncter uretral interno, também é inibido, resultando no relaxamento do assoalho pélvico e na abertura do colo vesical. O controle da micção é coordenado pelo centro pontino da micção no tronco cerebral, que integra informações do córtex cerebral e do tronco encefálico, permitindo o controle voluntário sobre o início e o fim da micção. A compreensão dessa fisiologia é crucial para o diagnóstico e tratamento de disfunções do trato urinário inferior, como incontinência e retenção urinária, temas frequentes em provas de residência e na prática clínica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais músculos envolvidos no processo de micção?

Os principais músculos são o detrusor, que forma a parede da bexiga e se contrai para expelir a urina, e os músculos do assoalho pélvico, incluindo o esfíncter uretral externo, que relaxam para permitir a passagem da urina.

Como o sistema nervoso parassimpático atua na contração do detrusor?

O sistema nervoso parassimpático, através da liberação de acetilcolina, estimula os receptores muscarínicos M3 presentes no músculo detrusor, causando sua contração e, consequentemente, o esvaziamento da bexiga.

Qual o papel do assoalho pélvico e dos esfíncteres na continência e micção?

Durante a fase de enchimento, o assoalho pélvico e os esfíncteres mantêm o tônus para garantir a continência. Na micção, eles relaxam de forma coordenada com a contração do detrusor, permitindo a abertura do colo vesical e a passagem da urina.

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