PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2020
Em relação à amamentação, assinale a alternativa correta: I Tanto a amamentação integral ou exclusiva como a parcial prolongam a amenorreia pós-parto e mantêm um efeito contraceptivo eficaz. II Caso o recém-nascido não solte espontaneamente o mamilo, a mãe deve colocar a ponta do dedo mínimo no canto da boca do bebê para desfazer a pressão e soltar o peito como forma de evitar lacerações no mamilo. III A lactação é mantida pelo reflexo da sucção do mamilo pelo lactente, que age no eixo hipotalâmico-hipofisário e culmina por determinar a liberação de prolactina e de ocitocina. IV O aumento do fluxo sanguíneo na mama e a intensificação da secreção de leite produzem calor na região, que pode ser confundido com elevação térmica patológica.
Amamentação: sucção → prolactina (produção) + ocitocina (ejeção). LAM é contraceptivo eficaz se exclusivo. Desenganchar bebê com dedo mínimo evita lesões.
A amamentação é um processo fisiológico complexo mantido pelos reflexos hormonais de prolactina e ocitocina, desencadeados pela sucção. Além de nutrir, a amamentação exclusiva e frequente pode ter efeito contraceptivo (LAM). O manejo correto, como desenganchar o bebê, previne complicações como lacerações.
A amamentação é um processo natural e complexo, fundamental para a saúde do binômio mãe-bebê. Compreender sua fisiologia e manejo adequado é crucial para profissionais de saúde. A produção e ejeção do leite são controladas por um delicado equilíbrio hormonal, onde a sucção do bebê no mamilo estimula o eixo hipotalâmico-hipofisário, levando à liberação de prolactina (responsável pela lactogênese) e ocitocina (responsável pela ejeção do leite). Além dos benefícios nutricionais e imunológicos para o bebê, a amamentação também oferece vantagens para a mãe, como a contração uterina pós-parto e, sob certas condições, um efeito contraceptivo natural. O Método de Amenorreia Lactacional (LAM) é eficaz nos primeiros seis meses pós-parto, desde que a amamentação seja exclusiva ou quase exclusiva, em livre demanda, e a mãe esteja em amenorreia. A amamentação parcial não garante esse efeito contraceptivo. O manejo correto da amamentação é vital para prevenir complicações. Técnicas adequadas de pega e posicionamento são essenciais para evitar dor e lacerações mamilares. Caso o bebê não solte o mamilo espontaneamente, a mãe deve quebrar o vácuo inserindo o dedo mínimo no canto da boca do bebê. É importante também reconhecer que o aumento do fluxo sanguíneo e a intensificação da secreção de leite podem causar calor e ingurgitamento mamário, que podem ser confundidos com febre patológica, mas geralmente são fisiológicos e autolimitados.
A prolactina é o hormônio responsável pela produção do leite, enquanto a ocitocina é responsável pela ejeção do leite (reflexo de ejeção). Ambos são liberados em resposta à sucção do bebê no mamilo, agindo no eixo hipotalâmico-hipofisário.
O LAM funciona inibindo a ovulação devido à supressão da liberação de GnRH e gonadotrofinas (FSH e LH) pela prolactina elevada. Para ser eficaz, a amamentação deve ser exclusiva ou quase exclusiva, em livre demanda, e a mulher deve estar em amenorreia e nos primeiros 6 meses pós-parto.
Para evitar lacerações, a mãe deve inserir suavemente a ponta do dedo mínimo no canto da boca do bebê, entre as gengivas, para desfazer o vácuo e a pressão antes de retirar o mamilo. Nunca puxe o bebê abruptamente do seio.
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