Alterações Fisiológicas na Gravidez: Pirose e TGI

SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015

Enunciado

Para uma adequada assistência obstétrica, é importante que o médico conheça as alterações fisiológicas da gravidez e como influenciam a sintomatologia da gestante. São modificações fisiológicas da gravidez e suas consequências:

Alternativas

  1. A) Aumento da capacidade vital pulmonar, do volume de reserva expiratório e da frequência respiratória. Consequência: dispneia.
  2. B) Aumento no tempo de esvaziamento gástrico, hipoatividade da vesícula biliar e esfíncter gastroesofagiano. Consequência: pirose.
  3. C) Hipermotilidade do trato urinário, aumento da filtração glomerular e polaciúria. Consequência: incontinência urinária.
  4. D) Hemodiluição sanguínea, vasoconstrição periférica e aumento do débito cardíaco. Consequência: doença hipertensiva.
  5. E) Ocorre uma redução no tempo de esvaziamento gástrico e aumento do tônus do cárdia. Consequência: dispepsia.

Pérola Clínica

Gravidez: ↑ esvaziamento gástrico, ↓ motilidade biliar, ↓ tônus esfíncter GE → pirose e colelitíase.

Resumo-Chave

Durante a gravidez, o aumento da progesterona causa relaxamento da musculatura lisa, incluindo o esfíncter gastroesofágico inferior e a musculatura da vesícula biliar, além de retardar o esvaziamento gástrico. Isso predispõe a pirose e, em alguns casos, à formação de cálculos biliares.

Contexto Educacional

A gravidez induz uma série de alterações fisiológicas complexas em praticamente todos os sistemas do corpo feminino, essenciais para sustentar o desenvolvimento fetal. O conhecimento dessas modificações é fundamental para o médico obstetra e generalista, permitindo diferenciar sintomas normais da gestação de patologias. As alterações hormonais, principalmente o aumento da progesterona e estrogênio, são os principais motores dessas adaptações. No sistema gastrointestinal, a progesterona causa relaxamento da musculatura lisa, resultando em retardo do esvaziamento gástrico e diminuição do tônus do esfíncter gastroesofágico inferior. Isso, combinado com o aumento da pressão intra-abdominal pelo útero em crescimento, predispõe a gestante à pirose (azia) e refluxo gastroesofágico. A hipoatividade da vesícula biliar também é comum, aumentando o risco de formação de cálculos biliares. Outras alterações incluem aumento do volume plasmático (hemodiluição), aumento do débito cardíaco, aumento da frequência respiratória e da filtração glomerular. A dispneia é comum devido à elevação do diafragma e aumento da demanda de oxigênio, enquanto a polaciúria e, por vezes, a incontinência urinária são resultado da compressão uterina sobre a bexiga e relaxamento do assoalho pélvico. O manejo dessas condições fisiológicas é geralmente sintomático e tranquilizador.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas da pirose durante a gravidez?

A pirose é causada principalmente pelo relaxamento do esfíncter gastroesofágico inferior devido ao aumento da progesterona e pelo retardo do esvaziamento gástrico, além da pressão uterina sobre o estômago.

Como as alterações hormonais afetam o sistema gastrointestinal na gestação?

O aumento da progesterona relaxa a musculatura lisa, diminuindo a motilidade intestinal e biliar, e o tônus do esfíncter gastroesofágico, predispondo a constipação, colelitíase e refluxo.

Quais outras alterações fisiológicas são comuns na gravidez e suas consequências?

Aumento do volume plasmático (hemodiluição), aumento do débito cardíaco, aumento da frequência respiratória e da filtração glomerular. A polaciúria e incontinência urinária são comuns devido à compressão uterina sobre a bexiga.

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