UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
A gravidez gera uma série de mudanças fisiológicas no organismo da mulher. O elemento básico que provoca tais mudanças é a implantação da placenta e sua ação de sustentação da vida do feto. Durante a gestação,
Gravidez → ↑ débito cardíaco, ↑ FC, dispneia fisiológica por ↑ volume corrente.
Durante a gestação, o corpo da mulher passa por adaptações cardiovasculares e respiratórias significativas para suprir as demandas do feto e da placenta. O aumento do débito cardíaco e da frequência cardíaca são respostas fisiológicas, assim como a dispneia fisiológica, que resulta do aumento do volume corrente e da sensibilidade ao CO2.
A gravidez induz uma série de adaptações fisiológicas complexas e coordenadas para sustentar o desenvolvimento fetal e preparar o corpo materno para o parto. Compreender essas mudanças é crucial para diferenciar o que é normal do que é patológico e para o manejo adequado da gestante. O sistema cardiovascular e respiratório são particularmente afetados. No sistema cardiovascular, o débito cardíaco aumenta progressivamente, atingindo um pico no segundo trimestre e mantendo-se elevado até o termo. Isso é resultado do aumento do volume sanguíneo (cerca de 40-50%), da frequência cardíaca e do volume sistólico. A pressão arterial tende a diminuir no segundo trimestre devido à vasodilatação periférica induzida por hormônios como a progesterona e óxido nítrico, retornando aos níveis pré-gravídicos no terceiro trimestre. Sopro sistólico funcional é comum, mas sopros diastólicos são sempre patológicos. No sistema respiratório, a gestante experimenta um aumento do volume corrente e da ventilação minuto, impulsionado pela progesterona, que aumenta a sensibilidade do centro respiratório ao CO2. Isso leva a uma leve alcalose respiratória compensada. A dispneia fisiológica é uma queixa comum, resultante do aumento da demanda de oxigênio, da elevação do diafragma e da hiperventilação. A constipação, embora frequente, está mais associada à redução da motilidade intestinal pela progesterona e compressão uterina, e não ao beta-hCG.
Na gravidez, ocorre um aumento significativo do débito cardíaco (até 30-50%), principalmente devido ao aumento do volume sistólico e da frequência cardíaca. Há também uma redução da resistência vascular periférica, levando a uma tendência de queda da pressão arterial no segundo trimestre, que se normaliza no terceiro.
A dispneia fisiológica na gestação é comum e multifatorial. Ela é influenciada pelo aumento do volume corrente, aumento da sensibilidade ao CO2 (levando a hiperventilação compensatória) e elevação do diafragma pelo útero gravídico, que reduz o volume residual pulmonar.
Sim, a presença de um sopro sistólico ejetivo de baixo grau é um achado fisiológico comum na gravidez, devido ao aumento do volume sanguíneo e do débito cardíaco, que intensificam o fluxo através das válvulas cardíacas. Sopro diastólico, no entanto, é sempre patológico e requer investigação.
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