Fisiologia da Glicose na Gravidez: Resistência à Insulina

UNIRG Revalida - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022

Enunciado

Primípara de 24 anos, com idade gestacional calculada de 11 semanas e 1 dia, retorna à consulta de prénatal. Previamente hígida e sem quaisquer queixas, realizou, entre outros exames, uma glicemia de jejum com valor de 91 mg/dL.A respeito do caso, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) a gravidez é uma condição caracterizada por resistência à insulina, com aumento compensatório na resposta das células betapancreáticas e hiperinsulinismo. A resistência usualmente começa no segundo trimestre e progride durante toda a gestação.
  2. B) a secreção de hormônios placentários contrainsulínicos, como o cortisol e a prolactina, é maior do que a dos hormônios pró-insulínicos, como o lactogênio placentário humano (hPL).
  3. C) um teste de tolerância oral à glicose deverá ser realizado entre a 24ª e a 28ª semanas de gestação. Pelo menos um valor superior ou igual a 92, 183 ou 150 mg/dL, respectivamente no momento zero, uma e duas horas após a administração da glicose, determinam o diagnóstico de diabetes mellitus gestacional.
  4. D) para grávidas com diabetes mellitus gestacional, deve-se manter a glicemia pré-prandial, 1 hora pósprandial e 2 horas pós-prandial, respectivamente, até 90, 140 e 100 mg/dL.

Pérola Clínica

Gravidez → Resistência à insulina por hormônios placentários, com hiperinsulinismo compensatório no 2º/3º trimestres.

Resumo-Chave

A gravidez é um estado de resistência à insulina fisiológica, induzida principalmente por hormônios placentários como o lactogênio placentário humano, cortisol e progesterona. Para manter a normoglicemia, as células beta do pâncreas aumentam a produção de insulina, resultando em hiperinsulinismo. Essa resistência é mais evidente a partir do segundo trimestre.

Contexto Educacional

A gravidez é um estado fisiológico complexo que induz profundas alterações metabólicas no corpo materno, especialmente no metabolismo da glicose. É considerada um estado diabetogênico, caracterizado por um aumento da resistência à insulina. Essa resistência à insulina é primariamente mediada por hormônios produzidos pela placenta, como o lactogênio placentário humano (hPL), cortisol, progesterona e estrogênios. Esses hormônios atuam como contrainsulínicos, diminuindo a sensibilidade dos tecidos maternos à insulina. A resistência à insulina geralmente se manifesta e progride a partir do segundo trimestre da gestação, atingindo seu pico no terceiro trimestre. Em resposta a essa resistência, as células beta do pâncreas materno aumentam compensatoriamente a produção de insulina, resultando em um estado de hiperinsulinismo. Essa adaptação fisiológica visa garantir um suprimento contínuo de glicose para o feto, que é um consumidor ávido de energia. Quando as células beta não conseguem compensar adequadamente o aumento da resistência à insulina, ocorre o Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), que requer manejo clínico para evitar complicações maternas e fetais.

Perguntas Frequentes

Quais hormônios placentários contribuem para a resistência à insulina na gravidez?

Os principais hormônios placentários que contribuem para a resistência à insulina são o lactogênio placentário humano (hPL), cortisol, progesterona e estrogênios.

Por que a resistência à insulina é mais pronunciada no segundo e terceiro trimestres?

A resistência à insulina se intensifica no segundo e terceiro trimestres devido ao aumento progressivo da produção de hormônios placentários, que atingem seus picos nesses períodos.

Como o corpo da gestante compensa a resistência à insulina?

O corpo da gestante compensa a resistência à insulina através de um aumento compensatório na secreção de insulina pelas células beta do pâncreas, levando a um estado de hiperinsulinismo para manter a glicemia em níveis normais.

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