FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2020
Uma das modificações fisiológicas que ocorrem no organismo materno, durante a gravidez é a:
Gravidez → ↑ resistência à insulina e ↑ nível basal de insulina (efeito diabetogênico).
Durante a gravidez, ocorrem diversas adaptações fisiológicas para suprir as demandas metabólicas do feto. Uma das mais notáveis é o desenvolvimento de resistência à insulina, mediada principalmente pelo hormônio lactogênio placentário, que leva a uma elevação compensatória do nível basal de insulina.
A gravidez induz uma série de profundas modificações fisiológicas no organismo materno, que visam otimizar o ambiente para o desenvolvimento fetal e preparar o corpo para o parto e a lactação. Essas adaptações afetam praticamente todos os sistemas orgânicos, sendo o metabolismo um dos mais impactados. Compreender essas mudanças é fundamental para o manejo clínico da gestante e para diferenciar o fisiológico do patológico. Uma das alterações metabólicas mais significativas é a elevação do nível basal de insulina e o desenvolvimento de resistência à insulina. Isso ocorre principalmente a partir do segundo trimestre, mediado por hormônios placentários como o lactogênio placentário humano (hPL), progesterona, estrogênios e cortisol. O hPL, em particular, tem um efeito anti-insulínico, promovendo a lipólise e a liberação de ácidos graxos livres, e diminuindo a captação de glicose pelos tecidos maternos, garantindo assim um suprimento preferencial de glicose para o feto. Essa resistência à insulina fisiológica, combinada com a elevação compensatória da produção de insulina pelo pâncreas materno, cria um estado "diabetogênico" que, em mulheres com reserva pancreática limitada, pode levar ao desenvolvimento de diabetes gestacional. Outras modificações incluem o aumento da concentração plasmática de lipídeos (hiperlipidemia fisiológica), que serve como reserva energética, e alterações no metabolismo de aminoácidos, com diminuição de alguns devido à captação fetal e aumento de outros.
O hormônio lactogênio placentário (hPL) é crucial na gravidez, atuando como um hormônio anti-insulínico. Ele promove a lipólise materna para fornecer ácidos graxos livres como fonte de energia para a mãe e glicose para o feto, contribuindo para a resistência à insulina.
A resistência à insulina aumenta na gravidez devido à ação de hormônios placentários, como o hPL, progesterona e estrogênios. Essa resistência garante um suprimento contínuo de glicose para o feto, mesmo em períodos de jejum materno, priorizando o crescimento fetal.
Além da resistência à insulina, a gravidez é caracterizada por um aumento na concentração plasmática de lipídeos (hiperlipidemia fisiológica), diminuição da concentração de alguns aminoácidos (devido à captação fetal) e um estado de hipercoagulabilidade.
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