UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2015
A alteração fisiológica da gravidez caracteriza-se por:
Gravidez → ↓ tônus esfíncter esofágico inferior (progesterona) = refluxo.
A gravidez induz diversas alterações fisiológicas para suportar o desenvolvimento fetal. Uma das mais comuns é a redução do tônus do esfíncter esofágico inferior, principalmente devido à ação da progesterona e à pressão mecânica do útero, o que predispõe a gestante ao refluxo gastroesofágico.
A gravidez é um estado fisiológico complexo que induz uma série de adaptações em praticamente todos os sistemas do corpo materno. Essas alterações são essenciais para sustentar o crescimento e desenvolvimento fetal, bem como para preparar o corpo da mulher para o parto e a lactação. O conhecimento dessas modificações é fundamental para o manejo clínico da gestante e para a diferenciação entre o que é fisiológico e o que representa uma patologia. No sistema gastrointestinal, uma das alterações mais notáveis é a redução do tônus do esfíncter esofágico inferior. Isso ocorre primariamente devido aos altos níveis de progesterona, que tem um efeito relaxante sobre a musculatura lisa. Consequentemente, muitas gestantes experimentam pirose (azia) e refluxo gastroesofágico. Outras mudanças incluem a diminuição da motilidade intestinal, que pode levar à constipação, e alterações no paladar e olfato. Outros sistemas também sofrem adaptações significativas. O sistema cardiovascular apresenta aumento do volume sanguíneo, débito cardíaco e frequência cardíaca, enquanto a resistência vascular periférica diminui. No sistema renal, há um aumento do ritmo de filtração glomerular. Compreender essas mudanças permite ao residente interpretar exames laboratoriais e sintomas de forma adequada, oferecendo um cuidado de excelência à gestante.
Essa redução é multifatorial, sendo o principal fator a ação relaxante da progesterona sobre a musculatura lisa. Além disso, o aumento da pressão intra-abdominal pelo útero gravídico contribui mecanicamente para o refluxo gastroesofágico.
Além do refluxo, a motilidade intestinal geralmente diminui, levando à constipação. Pode haver também alterações na função da vesícula biliar, aumentando o risco de cálculos biliares, e náuseas e vômitos, especialmente no primeiro trimestre.
O ritmo de filtração glomerular (RFG) aumenta significativamente na gravidez, resultando em uma diminuição dos níveis séricos de ureia e creatinina. Há também dilatação dos ureteres e pelve renal, o que pode predispor a gestante a infecções urinárias.
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