CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2014
Assinale a alternativa correta em relação à fisiologia do fluxo sanguíneo ocular:
Coroide → Nutrição da retina externa + Manutenção da temperatura ocular (alto fluxo, baixa resistência).
A circulação coroidiana possui o maior fluxo sanguíneo por grama de tecido no corpo, sendo vital para dissipar o calor gerado pela luz e nutrir as camadas externas da retina.
A fisiologia ocular é um tema recorrente em provas de oftalmologia e fisiologia básica. A compreensão de que a retina possui dupla vascularização é fundamental: a artéria central da retina supre as camadas internas, enquanto a coriocapilar (camada interna da coroide) supre as camadas externas por difusão através da membrana de Bruch. Clinicamente, alterações no fluxo coroidiano estão implicadas em diversas patologias, como a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e a coroidopatia central serosa. O alto fluxo da coroide também explica por que metástases sistêmicas frequentemente se alojam nesse tecido, sendo o local mais comum de metástases intraoculares devido à sua rica rede vascular.
A principal função do fluxo sanguíneo da coroide é fornecer oxigênio e nutrientes para as camadas externas da retina, especialmente os fotorreceptores (cones e bastonetes), que possuem alta demanda metabólica. Além disso, devido ao seu volume de fluxo extremamente elevado, a coroide atua como um dissipador de calor, protegendo o epitélio pigmentado da retina e os fotorreceptores contra o estresse térmico causado pela absorção de luz focada na mácula.
O fluxo sanguíneo da coroide é caracterizado por ser um sistema de alto volume e baixa resistência, sem uma autorregulação eficiente, sendo influenciado principalmente pela pressão de perfusão sistêmica e pelo sistema nervoso autônomo. Em contraste, a circulação retiniana é um sistema de baixo volume com autorregulação rigorosa, mantendo o fluxo constante apesar de variações na pressão intraocular ou pressão arterial sistêmica, similar à circulação cerebral.
Não, a circulação da coroide não possui esfíncteres pré-capilares típicos. O controle do fluxo é menos granular do que em outros tecidos. A ausência desses mecanismos de controle local contribui para a incapacidade da coroide de autorregular seu fluxo sanguíneo de forma eficaz quando comparada à retina, tornando-a mais suscetível a variações na pressão de perfusão ocular.
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