SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025
Durante o processo de envelhecimento, ocorre diminuição irreversível e inexorável da reserva funcional do corpo humano. São alterações fisiológicas associadas ao envelhecimento, EXCETO:
No envelhecimento, a perda de elasticidade pulmonar leva ao aumento do volume residual e da capacidade residual funcional, não à sua redução.
A senescência pulmonar envolve a perda da retração elástica dos pulmões, o que causa o fechamento precoce de pequenas vias aéreas durante a expiração. Isso resulta em aprisionamento de ar, aumentando o volume residual (VR) e a capacidade residual funcional (CRF), enquanto a capacidade vital (CV) diminui.
O envelhecimento, ou senescência, é um processo fisiológico que leva a uma diminuição progressiva da reserva funcional de todos os sistemas orgânicos. Essas alterações tornam o indivíduo idoso mais vulnerável a doenças e estressores. Compreender essas mudanças é fundamental na prática geriátrica. No sistema respiratório, ocorrem mudanças estruturais e funcionais significativas. Há uma diminuição da elasticidade do parênquima pulmonar, tornando os pulmões mais complacentes (mais fáceis de inflar), mas com menor capacidade de retração elástica para a expiração. Concomitantemente, a parede torácica torna-se mais rígida. Essa combinação de fatores leva a uma alteração nos volumes pulmonares: a capacidade vital (CV) e o volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) diminuem, enquanto o volume residual (VR) e a capacidade residual funcional (CRF) aumentam. A afirmação de que os diâmetros do tórax e o volume residual diminuem está incorreta. Na verdade, o diâmetro anteroposterior do tórax tende a aumentar (cifose senil), e o volume residual aumenta devido ao aprisionamento aéreo fisiológico. As outras alternativas descrevem corretamente alterações da senescência: diminuição da água corporal, atrofia de glândulas, diminuição da elasticidade pulmonar e perda de densidade óssea (osteopenia/osteoporose).
As principais alterações incluem a diminuição da elasticidade pulmonar (aumento da complacência pulmonar), o aumento da rigidez da parede torácica e a redução da força dos músculos respiratórios, como o diafragma e os intercostais.
O volume residual aumenta porque a perda de retração elástica dos alvéolos permite que as pequenas vias aéreas colapsem mais cedo durante a expiração forçada. Isso 'aprisiona' um volume maior de ar nos pulmões que não pode ser exalado.
Ocorre uma diminuição da área de superfície alveolar para troca gasosa e um desequilíbrio na relação ventilação/perfusão (V/Q). Isso resulta em uma redução da capacidade de difusão de monóxido de carbono (DLCO) e uma ligeira queda na pressão parcial de oxigênio arterial (PaO2).
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