CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2009
Com relação à drenagem da lágrima é correto afirmar:
Drenagem lacrimal = Capilaridade nos canalículos + Sucção pela bomba do músculo orbicular.
A drenagem da lágrima não é um processo passivo gravitacional; ela depende da capilaridade nos pontos lacrimais e da pressão negativa gerada pelo músculo orbicular no saco lacrimal.
A fisiologia da drenagem lacrimal é um processo dinâmico e complexo. Inicia-se com a entrada da lágrima nos pontos lacrimais por capilaridade. Durante o ato de piscar, a contração da porção pré-septal e pré-tarsal do músculo orbicular (músculo de Horner) gera uma pressão negativa no saco lacrimal, 'sugando' o fluido dos canalículos para o seu interior. Quando a pálpebra se abre, a pressão torna-se positiva, empurrando a lágrima para o ducto nasolacrimal. Este mecanismo é conhecido como bomba lacrimal de Jones. Falhas nesse sistema, seja por fraqueza muscular (como na paralisia facial) ou obstruções anatômicas, resultam em epífora (lacrimejamento excessivo). O conhecimento desses vetores de força é fundamental para o diagnóstico diferencial entre obstruções anatômicas e funcionais das vias lacrimais.
O músculo orbicular, especificamente a porção de Horner, comprime os canalículos e expande o saco lacrimal durante o fechamento palpebral, criando um vácuo que succiona a lágrima para o interior do sistema.
Embora a gravidade auxilie no posicionamento do filme lacrimal, a drenagem ocorre de forma eficiente mesmo em decúbito, o que comprova a dependência de mecanismos ativos de pressão negativa e capilaridade.
O canalículo inferior é responsável por aproximadamente 70% do escoamento lacrimal devido à sua posição anatômica e efeito da gravidade no menisco lacrimal inferior.
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