UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
A regulação do ciclo ovariano depende da complexa interação entre os diferentes níveis de estímulo e o controle da produção do hormônio folículo-estimulante (FSH), do hormônio luteinizante (LH) e dos esteroides. Em relação à fisiologia ovariana, analise as afirmativas a seguir.I. Concentrações séricas de inibina B são mínimas na fase pré-menstrual. Há um rápido aumento na frequência pulsátil da liberação de GnRH, a qual sobe de um pulso a cada 12 horas na fase lútea tardia para um pulso a cada 30 minutos na fase folicular precoce.II. O estradiol elevado, atuando em conjunto com inibina A, aumenta as concentrações de FSH e de LH assim como a amplitude dos pulsos de LH. O LH ativa a síntese de androgênios na teca como também inicia a luteinização e a produção de progesterona na camada granulosa.III. À medida que o folículo dominante é selecionado, a quantidade de receptores de LH nesse folículo, a secreção ovariana de fatores de crescimento intrauterinos e o fator de crescimento semelhante a insulina (IGF-1) aumentam. Nessa circunstância, o folículo dominante cresce cerca de 2mm por dia, até alcançar o tamanho de 22 a 26mm.IV. Na fase pré-menstrual, em decorrência do aumento da freqüência de pulsos do GnRH, taxas crescentes de FSH iniciam o recrutamento dos folículos primordiais, cada um contendo um oócito parado na primeira divisão meiótica, os quais se desenvolverão no próximo ciclo.Das afirmativas estão corretas
Ciclo ovariano: GnRH pulsatilidade, FSH/LH, estradiol e inibinas regulam crescimento folicular e ovulação.
A regulação do ciclo ovariano é uma orquestra hormonal complexa. O feedback positivo e negativo de esteroides e peptídeos (inibinas) sobre o eixo hipotálamo-hipófise é crucial para a seleção do folículo dominante e a ovulação.
A fisiologia do ciclo ovariano é um pilar fundamental da ginecologia e endocrinologia reprodutiva, crucial para a compreensão da fertilidade e distúrbios menstruais. Este processo cíclico, que dura em média 28 dias, é orquestrado por uma complexa interação hormonal entre o hipotálamo, a hipófise e os ovários, culminando na ovulação e preparação do útero para uma possível gravidez. A compreensão detalhada de cada fase é essencial para o diagnóstico e tratamento de condições como infertilidade, síndrome dos ovários policísticos e amenorreia. A regulação hormonal envolve o Hormônio Liberador de Gonadotrofinas (GnRH) do hipotálamo, que estimula a hipófise a secretar o Hormônio Folículo-Estimulante (FSH) e o Hormônio Luteinizante (LH). O FSH é vital para o recrutamento e crescimento folicular, enquanto o LH é crucial para a maturação final do folículo, ovulação e formação do corpo lúteo. O estradiol, produzido pelos folículos em crescimento, e a progesterona, secretada pelo corpo lúteo, exercem feedback positivo e negativo sobre o eixo hipotálamo-hipófise, modulando a liberação de gonadotrofinas. Inibinas A e B, peptídeos ovarianos, também desempenham um papel seletivo na inibição do FSH. Para residentes, dominar a fisiologia ovariana é indispensável. A capacidade de interpretar os níveis hormonais em diferentes fases do ciclo e entender suas implicações clínicas é fundamental. Pontos de atenção incluem a pulsatilidade do GnRH, a mudança no feedback do estradiol (de negativo para positivo antes da ovulação) e a função específica de cada hormônio e inibina. Erros comuns incluem a confusão sobre o papel das inibinas e a sequência dos eventos hormonais que levam à ovulação.
O ciclo ovariano é regulado principalmente pelo GnRH hipotalâmico, que estimula a hipófise a liberar FSH e LH. Estes, por sua vez, atuam no ovário para produzir estradiol, progesterona e inibinas, que exercem feedback.
A inibina B é secretada pelos folículos em crescimento na fase folicular e exerce um feedback negativo seletivo sobre a secreção de FSH pela hipófise, contribuindo para a seleção do folículo dominante.
A seleção do folículo dominante envolve o aumento de receptores de FSH e LH, secreção de estradiol e fatores de crescimento (como IGF-1) pelo próprio folículo, tornando-o mais responsivo aos estímulos hormonais e permitindo seu crescimento contínuo.
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