UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2024
É função dos macrófagos durante a cicatrização das feridas:
Macrófagos → Orquestradores da cicatrização: liberam MMPs para remodelamento da MEC.
Os macrófagos são essenciais na transição da fase inflamatória para a proliferativa, atuando na fagocitose e na secreção de metaloproteinases (MMPs) que degradam e remodelam a matriz extracelular.
A cicatrização é um processo dinâmico dividido em fases: inflamatória, proliferativa e de remodelamento. Os macrófagos são considerados as células 'maestras' desse processo. Inicialmente, limpam o debris celular e patógenos. Posteriormente, secretam metaloproteinases (MMPs) que clivam proteínas da matriz extracelular, facilitando a migração celular e a reorganização tecidual. A falha na transição fenotípica dos macrófagos ou no equilíbrio das MMPs pode levar a feridas crônicas ou cicatrizes hipertróficas.
Na fase de remodelamento, os macrófagos (especialmente o fenótipo M2) secretam metaloproteinases da matriz (MMPs), como MMP-1, 2, 3 e 9. Essas enzimas são fundamentais para a degradação controlada de componentes da matriz extracelular antiga, permitindo a substituição por colágeno mais organizado e o aumento da força tênsil da cicatriz.
Macrófagos liberam citocinas e fatores de crescimento, como o TGF-beta e o PDGF, que estimulam a migração, proliferação e ativação de fibroblastos. Estes, por sua vez, sintetizam colágeno e outros componentes da matriz, essenciais para o fechamento da ferida e formação do tecido de granulação.
Os macrófagos M1 têm perfil pró-inflamatório, focados em fagocitose e eliminação de patógenos no início da lesão. Já os macrófagos M2 surgem posteriormente, possuindo perfil anti-inflamatório e pró-reparador, sendo os principais responsáveis pela coordenação do fechamento da ferida e síntese de matriz.
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