Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2021
Em relação às modificações gravídicas, assinale a alternativa incorreta.
Gravidez: ↑ volume plasmático, ↑ débito cardíaco, ↓ RVP, ↓ PAM (2º tri), ↑ pressão venosa MMII.
Durante a gravidez normal, ocorre uma diminuição da resistência vascular periférica devido à vasodilatação mediada por hormônios (progesterona, óxido nítrico, prostaciclinas). Essa redução da RVP, juntamente com o aumento do débito cardíaco, leva a uma diminuição da pressão arterial média, especialmente no segundo trimestre, antes de retornar aos níveis pré-gravídicos no terceiro trimestre. Portanto, a afirmação de que a PAM aumenta está incorreta.
A gravidez induz uma série de modificações fisiológicas profundas no corpo materno, especialmente no sistema cardiovascular, para suportar o crescimento e desenvolvimento fetal. Compreender essas adaptações é fundamental para diferenciar o fisiológico do patológico e para o manejo adequado da gestante. Uma das alterações mais marcantes é o aumento do volume plasmático, que pode chegar a 40-50% acima dos níveis pré-gravídicos. Esse aumento é desproporcional ao aumento da massa de glóbulos vermelhos, resultando em uma hemodiluição fisiológica. O débito cardíaco também aumenta significativamente (30-50%), impulsionado pelo aumento da frequência cardíaca e do volume sistólico. Apesar do aumento do volume sanguíneo e do débito cardíaco, a pressão arterial média (PAM) tende a diminuir, especialmente no segundo trimestre. Isso ocorre devido a uma redução acentuada da resistência vascular periférica (RVP), causada pela vasodilatação generalizada mediada por fatores hormonais e endoteliais. A pressão venosa nos membros inferiores, no entanto, aumenta devido à compressão da veia cava inferior pelo útero gravídico e à vasodilatação venosa, predispondo a varizes e edema. O conhecimento dessas alterações é crucial para o diagnóstico diferencial de condições como a pré-eclâmpsia, onde a RVP e a PAM estão elevadas.
O volume plasmático materno aumenta significativamente durante a gravidez, em torno de 40-50%, atingindo o pico no segundo e início do terceiro trimestre, para atender às demandas metabólicas do feto e da placenta e proteger contra perdas sanguíneas no parto.
A resistência vascular periférica diminui na gravidez devido à vasodilatação generalizada, mediada por hormônios como progesterona, estrogênio, óxido nítrico e prostaciclinas, que relaxam a musculatura lisa vascular.
A pressão arterial média (PAM) geralmente diminui no segundo trimestre da gravidez, atingindo seu ponto mais baixo, e depois retorna aos níveis pré-gravídicos no terceiro trimestre, devido à redução da resistência vascular periférica.
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