FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021
A respeito das alterações fisiológicas do aparelho cardiovascular durante a gestação, pode-se afirmar que:
Débito cardíaco ↑ no 2º trimestre, volume sanguíneo ↑ até 32-34 sem, PA ↓ no 2º tri.
O débito cardíaco aumenta progressivamente durante a gestação, atingindo seu pico no segundo trimestre e mantendo-se elevado até o termo. Isso ocorre devido ao aumento da frequência cardíaca e do volume sistólico para atender às demandas metabólicas da unidade fetoplacentária.
A gestação induz profundas alterações fisiológicas no sistema cardiovascular materno para suportar as demandas metabólicas do feto e da placenta. Compreender essas adaptações é crucial para diferenciar o normal do patológico e manejar adequadamente as condições cardíacas na gravidez. O débito cardíaco, que é o volume de sangue bombeado pelo coração por minuto, aumenta significativamente, principalmente devido ao aumento da frequência cardíaca e do volume sistólico. Esse aumento é mais acentuado no segundo trimestre, atingindo seu pico por volta da 20-24ª semana e mantendo-se elevado até o final da gestação. Outras alterações importantes incluem o aumento do volume sanguíneo, que se expande em cerca de 30-50% (principalmente volume plasmático), atingindo um platô por volta da 32-34ª semana. A pressão arterial, por sua vez, tende a diminuir no segundo trimestre (devido à vasodilatação periférica mediada por hormônios como a progesterona e óxido nítrico) e retorna aos níveis pré-gestacionais no terceiro trimestre. A frequência cardíaca também aumenta em 10-20 batimentos por minuto. A elevação diafragmática pode causar uma dextrorrotação cardíaca, alterando o eixo elétrico no eletrocardiograma, o que é uma variação fisiológica. Para residentes, o conhecimento dessas adaptações é vital para interpretar exames, monitorar gestantes com comorbidades cardíacas e reconhecer sinais de alerta para complicações como a pré-eclâmpsia ou insuficiência cardíaca.
O débito cardíaco aumenta progressivamente durante a gestação, atingindo seu pico no segundo trimestre (por volta da 20-24ª semana) e permanecendo elevado até o termo, devido ao aumento da frequência cardíaca e do volume sistólico.
A pressão arterial sistólica e diastólica geralmente diminui no segundo trimestre, atingindo um nadir por volta da 24-28ª semana, e retorna aos níveis pré-gestacionais ou ligeiramente acima no terceiro trimestre.
O volume sanguíneo materno aumenta progressivamente, principalmente devido à expansão do volume plasmático, atingindo um platô por volta da 32-34ª semana de gestação.
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