HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Entre as alternativas abaixo, assinale a incorreta em relação às alterações fisiológicas da mulher durante a gestação:
Na gestação, o volume sanguíneo e débito cardíaco ↑, mas a resistência vascular periférica ↓.
Durante a gestação, o volume sanguíneo e o débito cardíaco aumentam significativamente para atender às demandas maternas e fetais. No entanto, a resistência vascular periférica diminui devido à vasodilatação induzida por hormônios e à formação da circulação uteroplacentária de baixa resistência, o que é crucial para manter a pressão arterial em níveis normais ou ligeiramente reduzidos.
A gestação induz uma série de profundas alterações fisiológicas no corpo materno, adaptando-o para sustentar o desenvolvimento fetal e preparar para o parto. Essas modificações afetam praticamente todos os sistemas orgânicos e são cruciais para o sucesso da gravidez. O conhecimento dessas adaptações é fundamental para diferenciar o que é fisiológico do que é patológico durante a gestação. No sistema cardiovascular, as mudanças são notáveis: o volume sanguíneo aumenta progressivamente, atingindo um pico no segundo e terceiro trimestres, o que leva a um aumento do débito cardíaco. Contudo, a resistência vascular periférica diminui significativamente devido à vasodilatação sistêmica e à formação da unidade uteroplacentária de baixa resistência. Essa redução da resistência é um ponto-chave e contraria a ideia de que todas as variáveis hemodinâmicas aumentam. O metabolismo basal também se eleva, refletindo as crescentes demandas energéticas da gestação. Além disso, as alterações hormonais, especialmente o aumento de estrogênio e progesterona, impactam diversos sistemas. A progesterona, por exemplo, relaxa a musculatura lisa, o que pode levar a sintomas gastrointestinais como constipação e refluxo gastroesofágico. Estrogênio e progesterona também estão implicados nas alterações do olfato e paladar. Compreender essas adaptações fisiológicas é essencial para o manejo clínico da gestante, permitindo identificar precocemente desvios da normalidade e garantir a saúde materno-fetal.
Durante a gestação, ocorrem aumentos no volume sanguíneo (em até 50%), no débito cardíaco (30-50%) e na frequência cardíaca. Em contrapartida, a resistência vascular periférica diminui, resultando em uma pressão arterial que pode ser ligeiramente menor no segundo trimestre.
O metabolismo basal aumenta progressivamente durante a gestação, atingindo um pico de cerca de 15% a 20% acima dos níveis pré-gravídicos no final da gestação. Isso se deve ao aumento da massa corporal, demanda de oxigênio do feto e placenta, e maior produção hormonal.
O aumento da progesterona é o principal responsável pelo relaxamento da musculatura lisa intestinal, o que diminui o peristaltismo e pode levar à constipação intestinal, um sintoma comum na gestação. Estrogênio e progesterona também influenciam o olfato e paladar.
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