CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2008
Na fisiologia da bomba lacrimal, qual afirmativa é verdadeira?
Contração do orbicular → compressão do saco lacrimal → vácuo para drenagem ativa da lágrima.
A drenagem lacrimal não é passiva; depende da contração do músculo orbicular (porção pré-tarsal e pré-septal) para criar o gradiente de pressão necessário no saco lacrimal.
A fisiologia do sistema lacrimal é dividida em produção (glândulas lacrimais) e excreção. A excreção depende de um mecanismo complexo chamado bomba lacrimal. Durante o fechamento palpebral, o músculo orbicular se contrai, fechando os pontos lacrimais e comprimindo o saco lacrimal. Ao abrir os olhos, o relaxamento muscular cria uma pressão negativa que 'chupa' a lágrima para o sistema. Distúrbios na bomba lacrimal, como na paralisia facial (nervo facial), resultam em epífora (transbordamento de lágrima) mesmo sem obstrução anatômica das vias. Este conceito é fundamental para diferenciar obstruções mecânicas de falhas funcionais no diagnóstico de lacrimejamento crônico em adultos.
O músculo orbicular, especialmente suas fibras pré-tarsais e pré-septais (músculo de Horner), atua comprimindo os canalículos e o saco lacrimal durante o piscar. Essa ação mecânica cria uma pressão negativa (vácuo) que aspira a lágrima da superfície ocular para dentro do sistema excretor, caracterizando a bomba lacrimal ativa.
Sim, a gravidade influencia o escoamento, especialmente na porção vertical do ducto nasolacrimal. No entanto, a bomba lacrimal muscular é o mecanismo predominante para mover a lágrima através dos canalículos horizontais e para dentro do saco lacrimal contra gradientes de resistência.
Diferente do que muitos pensam, o canalículo inferior é responsável pela maior parte da drenagem lacrimal (cerca de 70%), devido à sua posição anatômica e efeito da gravidade no menisco lacrimal inferior.
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