HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2023
O fingolimode é o medicamento de segunda opção para o tratamento de pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente EMRR, sendo:
Fingolimode (EMRR) → segunda linha após falha ou toxicidade a terapias de primeira linha.
O fingolimode é um imunomodulador oral utilizado como terapia de segunda linha para Esclerose Múltipla Remitente-Recorrente (EMRR). Sua indicação ocorre quando há falha terapêutica, intolerância ou hipersensibilidade às opções de primeira linha, como os interferons beta ou acetato de glatirâmer.
A Esclerose Múltipla Remitente-Recorrente (EMRR) é a forma mais comum de esclerose múltipla, caracterizada por surtos de sintomas neurológicos seguidos por períodos de remissão. O tratamento visa reduzir a frequência e gravidade dos surtos, retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. As terapias modificadoras da doença (TMDs) são a base do tratamento. O fingolimode é um imunomodulador oral que representa uma opção de tratamento de segunda linha para a EMRR. Sua indicação ocorre em pacientes que não obtiveram resposta adequada, desenvolveram intolerância ou apresentaram hipersensibilidade às terapias de primeira linha, que tradicionalmente incluem os interferons beta e o acetato de glatirâmer. O mecanismo de ação do fingolimode envolve a modulação do receptor de esfingosina-1-fosfato (S1P), que impede a saída de linfócitos dos linfonodos, reduzindo assim a inflamação no sistema nervoso central. Apesar de sua eficácia, o fingolimode requer monitoramento cuidadoso devido a potenciais efeitos adversos, como bradicardia (especialmente na primeira dose), elevação de enzimas hepáticas, edema macular e risco aumentado de infecções e leucoencefalopatia multifocal progressiva (LEMP). A escolha da terapia para EMRR é individualizada, considerando a atividade da doença, perfil de segurança do medicamento e comorbidades do paciente, sendo um tema relevante para a prática clínica e provas de residência.
O fingolimode é indicado como terapia de segunda linha para EMRR. Sua utilização é apropriada em pacientes que apresentaram falha terapêutica, intolerância ou hipersensibilidade às opções de primeira linha, como os interferons beta ou o acetato de glatirâmer.
O fingolimode é um modulador do receptor de esfingosina-1-fosfato (S1P). Ele atua retendo linfócitos nos linfonodos, impedindo sua saída para a circulação e, consequentemente, reduzindo a infiltração de células inflamatórias no sistema nervoso central, o que diminui a inflamação e o dano mielínico.
Os efeitos adversos incluem bradicardia (especialmente na primeira dose), elevação de enzimas hepáticas, edema macular, risco de infecções e leucoencefalopatia multifocal progressiva (LEMP). É necessário monitoramento cardíaco na primeira dose, exames oftalmológicos e acompanhamento da função hepática e contagem de linfócitos.
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