PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Homem de 61 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2 há 15 anos, com bom controle glicêmico (HbA1c: 6,9%). Faz uso de metformina, empagliflozina (ISGLT2) e enalapril (IECA). Exame físico: PA: 126/78 mmHg FC: 72 bpm IMC: 27 kg/m2 Sem edemas periféricos Exames laboratoriais: Creatinina: 1,6 mg/dL (TFG estimada 48 mL/min/1,73m2) Potássio sérico: 4,8 mEq/L Albuminúria de 650 mg/24h Hemoglobina: 13,6 g/dL Glicemia de jejum: 105 mg/DI Qual das opções abaixo poderia ser utilizada para melhorar os desfechos renais e cardiovasculares?
DM2 com DRC e albuminúria persistente (mesmo com iSGLT2 e IECA) → Finerenona = Reduz desfechos renais e CV.
Em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e doença renal crônica com albuminúria persistente, mesmo sob tratamento otimizado com iSGLT2 e IECA, a finerenona, um antagonista seletivo do receptor de mineralocorticoide não esteroidal, demonstrou reduzir significativamente os desfechos renais e cardiovasculares.
A doença renal crônica (DRC) em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 é uma complicação grave, caracterizada por albuminúria e declínio da taxa de filtração glomerular (TFG). O tratamento padrão inclui inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) e, mais recentemente, inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (iSGLT2), que demonstraram benefícios cardiorrenais. No entanto, muitos pacientes ainda progridem para doença renal terminal ou sofrem eventos cardiovasculares. A finerenona representa uma nova classe de antagonistas do receptor de mineralocorticoide (ARM) não esteroidais. Diferente dos ARMs esteroidais (espironolactona, eplerenona), a finerenona tem um perfil de ligação mais seletivo e menor risco de hipercalemia, o que a torna uma opção segura para pacientes com DRC. Estudos como o FIDELIO-DKD e o FIGARO-DKD demonstraram que a finerenona reduz significativamente o risco de progressão da DRC e de eventos cardiovasculares adversos maiores em pacientes com DM2 e DRC, independentemente do uso concomitante de iSGLT2 e IECA/BRA. Este caso ilustra um paciente com DM2 e DRC (TFG 48 mL/min/1,73m2, albuminúria 650 mg/24h) já em uso de empagliflozina e enalapril, mas que ainda apresenta albuminúria significativa. A adição de finerenona seria a conduta mais apropriada para otimizar a proteção cardiorrenal, abordando os mecanismos de inflamação e fibrose mediados pela ativação do receptor de mineralocorticoide que persistem mesmo com as terapias convencionais.
Finerenona é um antagonista seletivo do receptor de mineralocorticoide não esteroidal que atua reduzindo a inflamação e a fibrose renal e cardíaca, mecanismos importantes na progressão da doença renal crônica diabética.
A finerenona é indicada para pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e doença renal crônica com albuminúria persistente, mesmo quando já estão em tratamento com inibidores da ECA/BRA e inibidores do SGLT2.
Os principais benefícios incluem a redução do risco de progressão da doença renal crônica, diminuição de eventos cardiovasculares adversos maiores e redução de hospitalizações por insuficiência cardíaca.
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