FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2018
Um sistema de saúde é o produto da cultura de um país e do modo como as pessoas estão dispostas a financiá-lo para assegurar igualdade e justiça. No que se refere ao financiamento do modelo de Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil, é correto afirmar que:
PAB: repasse federal automático para APS, superando pagamento por procedimento.
O Piso da Atenção Básica (PAB) foi um marco no financiamento da APS no Brasil, garantindo repasses federais automáticos aos municípios, o que permitiu maior previsibilidade e autonomia na gestão dos recursos para a Atenção Primária, substituindo o modelo anterior de pagamento por procedimentos.
O financiamento da Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil é um pilar fundamental para a sustentabilidade e efetividade do Sistema Único de Saúde (SUS). Historicamente, o modelo de financiamento passou por diversas transformações, buscando adequar-se às necessidades e diretrizes do sistema. O Piso da Atenção Básica (PAB), instituído na década de 1990, representou um marco significativo nesse processo. O PAB foi concebido para garantir um volume mínimo de recursos federais para o custeio das ações de Atenção Básica nos municípios. Ele era dividido em PAB Fixo, calculado per capita e transferido independentemente das ações realizadas, e PAB Variável, que consistia em incentivos financeiros para programas estratégicos, como a Estratégia Saúde da Família (ESF), Saúde Bucal, Agentes Comunitários de Saúde, entre outros. Essa estrutura visava estimular a organização da APS e a expansão de modelos assistenciais mais resolutivos. A principal inovação do PAB foi a garantia de repasses de recursos de forma automática e regular do nível federal para o municipal, interrompendo o modelo de pagamento por procedimentos que era predominante até então para a APS. Essa mudança permitiu aos municípios maior autonomia e previsibilidade na gestão dos recursos, facilitando o planejamento e a execução das ações de saúde na atenção primária. Embora o PAB tenha sido substituído por novos modelos de financiamento, como o Previni Brasil, sua concepção foi essencial para consolidar a APS como porta de entrada preferencial do SUS.
O PAB foi um bloco de financiamento federal destinado ao custeio das ações de Atenção Básica nos municípios, dividido em PAB Fixo (per capita) e PAB Variável (incentivos a programas específicos).
Ele garantiu repasses regulares e automáticos do governo federal para os municípios, substituindo o modelo anterior de pagamento por procedimentos e permitindo maior planejamento e investimento na APS.
A Estratégia Saúde da Família (ESF) é o modelo prioritário da APS no Brasil e recebe incentivos financeiros específicos dentro do PAB Variável, visando sua expansão e qualificação.
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