INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2015
Um menino de 2 anos de idade, previamente hígido, foi atendido em uma Unidade Básica de Saúde em consulta pediátrica de rotina. No exame clínico genital, o médico observou que o prepúcio não expõe a glande, devido à aderência balanoprepucial importante, sem anel fibroso e sem sinais flogísticos local. A mãe informa que, eventualmente, ao trocar a fralda da criança, observa discreta hiperemia local, sem edema ou saída de secreções e sem dor. A melhor conduta para o caso clínico relatado é:
Aderência balanoprepucial sem anel fibroso em < 3 anos = Conduta expectante.
A maioria das aderências prepuciais em lactentes e pré-escolares é fisiológica e resolve-se espontaneamente com o crescimento, ereções reflexas e descamação epitelial.
O desenvolvimento do pênis na infância envolve a separação natural entre o epitélio da glande e a face interna do prepúcio. Este processo é mediado pelo acúmulo de esmegma (descamação epitelial) e ereções espontâneas. No caso clínico apresentado, a ausência de anel fibroso e de sinais inflamatórios graves confirma a natureza fisiológica da condição. A orientação aos pais deve focar na higiene suave durante o banho, sem forçar a retração, explicando que a resolução ocorrerá naturalmente com o tempo, evitando traumas psicológicos e físicos desnecessários à criança.
A maioria dos meninos nasce com o prepúcio aderido à glande (fimose fisiológica). Cerca de 90% das crianças apresentam retração completa do prepúcio até os 3 anos de idade. Se não houver complicações como infecções urinárias de repetição ou balanopostites graves, a observação é a conduta padrão até essa idade.
Cremes à base de corticoides (como betametasona) podem ser indicados a partir dos 2-3 anos se a fimose persistir ou se houver um anel estreito que dificulte a higiene, auxiliando na elasticidade da pele e evitando a cirurgia em muitos casos.
As indicações absolutas incluem fimose patológica (presença de anel cicatricial/líquen escleroso), balanopostites de repetição, infecções urinárias recorrentes associadas à fimose e parafimose (emergência onde o prepúcio retraído não retorna, garroteando a glande).
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