SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Um paciente de 70 anos, com história de úlcera péptica ativa e um episódio de sangramento gastrointestinal ocorrido há 3 semanas, apresenta-se com dispneia aguda e dor torácica. A angiotomografia de tórax revela tromboembolismo pulmonar em artérias segmentares bilaterais. Apesar da estabilidade hemodinâmica, o paciente ainda apresenta anemia leve com hemoglobina de 10 g/dt. Qual é a melhor opção de tratamento?
TEP agudo + Contraindicação absoluta à anticoagulação (sangramento ativo/recente) → Filtro de Veia Cava Inferior.
Em pacientes com TEP e alto risco hemorrágico (como úlcera sangrante recente), a anticoagulação é proibitiva, tornando o filtro de VCI a única medida eficaz para prevenir embolia recorrente.
O manejo do tromboembolismo pulmonar (TEP) é desafiador quando coexistem riscos trombóticos e hemorrágicos elevados. Segundo as diretrizes da ESC e da AHA, a anticoagulação é a base do tratamento, mas exige estabilidade hemodinâmica e segurança hemorrágica. No caso de sangramento gastrointestinal recente (menos de 4 semanas) por úlcera péptica, a contraindicação é formal. O filtro de veia cava inferior atua como uma barreira mecânica. É fundamental que o residente reconheça que o filtro não trata a doença trombótica em si, mas protege o leito pulmonar de uma embolia maciça fatal enquanto a anticoagulação está proscrita.
As principais indicações são: 1) Tromboembolismo venoso (TEP ou TVP) agudo em paciente com contraindicação absoluta à anticoagulação (ex: sangramento ativo, cirurgia intracraniana recente); 2) Recorrência de TEP mesmo em vigência de anticoagulação terapêutica adequada; 3) Complicação hemorrágica grave que obrigue a suspensão da anticoagulação em fase aguda do evento embólico.
O paciente apresenta uma úlcera péptica ativa com sangramento gastrointestinal ocorrido há apenas 3 semanas. A introdução de anticoagulação plena (seja HBPM, varfarina ou DOACs) apresenta um risco altíssimo de recidiva hemorrágica catastrófica, superando o benefício imediato da terapia antitrombótica medicamentosa.
Não necessariamente. O filtro de VCI previne que trombos dos membros inferiores cheguem aos pulmões, mas não trata o trombo existente nem impede a formação de novos. Assim que o risco hemorrágico for controlado e a contraindicação desaparecer, a anticoagulação deve ser iniciada e, se possível, o filtro (se for do tipo removível) deve ser retirado.
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