HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2020
Mulher, 62 anos de idade, é admitida em pronto-socorro por quadro de trombose venosa profunda em sistema ilíaco-femoral. Apresenta, como antecedente, quadro de acidente vascular encefálico hemorrágico há 2 semanas, sem sequelas. Qual é a conduta mais adequada neste cenário?
TVP + AVE hemorrágico recente → FVCI para profilaxia de EP, devido à contraindicação de anticoagulação plena.
Em pacientes com TVP e contraindicação absoluta à anticoagulação, como um AVE hemorrágico recente, o filtro de veia cava inferior é a conduta mais adequada para prevenir a embolia pulmonar, uma complicação potencialmente fatal. A anticoagulação plena seria de alto risco de ressangramento cerebral.
A trombose venosa profunda (TVP) é uma condição comum que requer tratamento anticoagulante para prevenir a embolia pulmonar (EP), uma complicação grave. No entanto, em cenários específicos, como a presença de um acidente vascular encefálico (AVE) hemorrágico recente, a anticoagulação plena é contraindicada devido ao elevado risco de ressangramento cerebral. Este é um dilema clínico frequente em pronto-socorro. Nesses casos de contraindicação absoluta à anticoagulação, o filtro de veia cava inferior (FVCI) surge como uma alternativa crucial. Ele atua como uma barreira física, impedindo que trombos das veias profundas dos membros inferiores atinjam a circulação pulmonar. A decisão de implantar um FVCI deve ser cuidadosamente ponderada, considerando os riscos e benefícios, e geralmente é uma medida temporária até que a anticoagulação possa ser iniciada com segurança. Para residentes, é fundamental reconhecer as situações de alto risco de sangramento que impedem a anticoagulação e saber quando indicar o FVCI. A avaliação do risco-benefício é primordial, e a colaboração com neurologistas e cirurgiões vasculares é essencial para a tomada de decisão. O manejo da TVP em pacientes complexos exige conhecimento aprofundado das diretrizes e das particularidades de cada caso.
O filtro de veia cava inferior é indicado principalmente para pacientes com trombose venosa profunda ou embolia pulmonar que possuem contraindicação absoluta à anticoagulação, como sangramento ativo ou alto risco de sangramento, ou falha da terapia anticoagulante.
A anticoagulação é contraindicada após um acidente vascular encefálico hemorrágico recente devido ao alto risco de ressangramento cerebral, que pode agravar significativamente o quadro neurológico e aumentar a mortalidade.
As complicações incluem trombose no local da inserção, fratura do filtro, migração, perfuração da veia cava, infecção e, a longo prazo, aumento do risco de TVP recorrente abaixo do filtro.
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