CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2015
Quanto à fisiologia do filme lacrimal, a produção e secreção do componente mucinoso são realizadas em parte pelas glândulas:
Filme lacrimal: Meibomius (Lípido), Krause/Wolfring (Aquoso), Manz/Goblet (Mucina).
A estabilidade do filme lacrimal depende de três camadas: a mucinosa (adesão), a aquosa (volume/nutrição) e a lipídica (prevenção de evaporação).
O filme lacrimal é uma estrutura dinâmica essencial para a saúde da superfície ocular e para a qualidade óptica. Tradicionalmente descrito como trilaminar, hoje é visto como um gradiente complexo. A camada mucinosa é a mais interna, em contato direto com o epitélio corneano e conjuntival. As glândulas de Manz estão localizadas na conjuntiva limbar e contribuem para a secreção de mucinas, juntamente com as células caliciformes distribuídas pela conjuntiva. Deficiências nessa camada levam a quadros de olho seco por instabilidade lacrimal, mesmo na presença de produção aquosa normal, evidenciando a importância clínica de cada componente glandular.
A camada aquosa é produzida principalmente pela glândula lacrimal principal e pelas glândulas lacrimais acessórias de Krause e Wolfring, localizadas nos fórnices e na borda superior do tarso, respectivamente. Elas garantem o volume e os componentes imunológicos da lágrima.
A camada mucinosa, produzida pelas células caliciformes (Goblet cells) e pelas glândulas de Manz e Henle, transforma a superfície epitelial da córnea de hidrofóbica para hidrofílica. Isso permite que a camada aquosa se espalhe uniformemente e permaneça aderida ao olho.
As glândulas de Meibomius são glândulas sebáceas modificadas localizadas nos tarsos palpebrais. Elas secretam a camada lipídica externa do filme lacrimal, que é essencial para reduzir a taxa de evaporação da camada aquosa e manter a tensão superficial.
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