CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2022
Paciente de 42 anos, 4 filhos, partos normais, referindo surgimento de dismenorreia progressiva moderada e aumento importante do fluxo menstrual. Não utiliza anticoncepcionais, pois o marido fez vasectomia. O diagnóstico mais provável neste caso é:
Mulher > 40 anos, multiparidade, dismenorreia progressiva + menorragia → forte suspeita de adenomiose.
A adenomiose é caracterizada pela presença de tecido endometrial ectópico no miométrio. É mais comum em mulheres multíparas > 40 anos e classicamente se manifesta com dismenorreia progressiva (dor menstrual que piora com o tempo) e menorragia (fluxo menstrual intenso e prolongado), além de um útero tipicamente aumentado e globoso.
A adenomiose é uma condição ginecológica caracterizada pela presença de tecido endometrial glandular e estromal dentro do miométrio, a camada muscular do útero. Essa invasão provoca uma reação hiperplásica e hipertrófica do miométrio circundante, resultando em um útero aumentado de volume e, muitas vezes, doloroso. É mais prevalente em mulheres multíparas, geralmente na quarta ou quinta década de vida. Os sintomas clássicos da adenomiose incluem dismenorreia progressiva, ou seja, dor menstrual que se agrava com o tempo, e menorragia, que é o sangramento menstrual excessivo e prolongado. Outros sintomas podem incluir dor pélvica crônica e dispareunia. No exame físico, o útero pode estar aumentado de volume, globoso e sensível à palpação. O diagnóstico é frequentemente clínico, apoiado por exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética, que podem mostrar um miométrio heterogêneo e espessamento da zona juncional. Embora a miomatose uterina também cause menorragia, a dismenorreia progressiva é um forte indicativo de adenomiose. Pólipos endometriais e câncer de endométrio são menos prováveis com esse quadro clínico específico de dor progressiva e multiparidade, embora devam ser considerados no diagnóstico diferencial.
Os sintomas mais característicos da adenomiose são a dismenorreia progressiva, que é a dor menstrual que se intensifica ao longo do tempo, e a menorragia, que se refere a sangramentos menstruais excessivos e prolongados. Também pode haver dor pélvica crônica.
A adenomiose é mais frequentemente diagnosticada em mulheres multíparas, geralmente acima dos 35-40 anos. A história de múltiplos partos vaginais é um fator de risco conhecido para o desenvolvimento da condição.
O diagnóstico de adenomiose é primariamente clínico, baseado nos sintomas e exame físico (útero globoso e doloroso). A ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética são exames de imagem que auxiliam no diagnóstico, mostrando um miométrio heterogêneo e espessamento da zona juncional. O diagnóstico definitivo é histopatológico após histerectomia.
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