UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2021
Qual inseto é vetor de uma helmintose prevalente na região Nordeste do Brasil?
Culex quinquefasciatus → vetor da filariose linfática (Wuchereria bancrofti) no Nordeste.
O *Culex quinquefasciatus*, conhecido como pernilongo noturno, é o principal vetor da filariose linfática (elefantíase) causada por *Wuchereria bancrofti* no Brasil, especialmente na região Nordeste. Esta helmintose é uma doença tropical negligenciada que pode causar incapacidade crônica.
A filariose linfática, popularmente conhecida como elefantíase, é uma helmintose crônica causada por nematódeos filariais, sendo a *Wuchereria bancrofti* a espécie mais comum no Brasil. Esta doença é classificada como uma das doenças tropicais negligenciadas pela Organização Mundial da Saúde, com impacto significativo na saúde pública e socioeconômico, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. No Brasil, a filariose linfática é endêmica em algumas áreas, principalmente na região Nordeste, com focos importantes em cidades como Recife. O principal vetor da *Wuchereria bancrofti* é o mosquito *Culex quinquefasciatus*, conhecido como pernilongo noturno, que se reproduz em águas poluídas e tem hábitos noturnos, picando principalmente durante a noite. A transmissão ocorre quando o mosquito infectado pica um humano, liberando larvas que migram para o sistema linfático. O diagnóstico é feito pela pesquisa de microfilárias no sangue periférico, coletado preferencialmente à noite. O tratamento visa eliminar as microfilárias e os vermes adultos, utilizando medicamentos como dietilcarbamazina (DEC) ou ivermectina, muitas vezes em combinação. A prevenção e o controle dependem de medidas de saneamento básico, controle vetorial e tratamento de casos e populações em risco para interromper a cadeia de transmissão.
O *Culex quinquefasciatus* é o principal vetor da filariose linfática, causada pela helminto *Wuchereria bancrofti*, no Nordeste do Brasil, sendo a elefantíase sua manifestação crônica mais conhecida.
A filariose linfática pode ser assintomática por anos, mas pode evoluir para linfedema crônico, hidrocele e elefantíase, causando inchaço e espessamento da pele, principalmente nos membros e genitais.
A prevenção envolve o controle do vetor *Culex quinquefasciatus* (eliminação de focos de reprodução, uso de telas e repelentes) e o tratamento em massa de populações em áreas endêmicas com medicamentos como dietilcarbamazina.
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