Filariose Linfática: Entenda o Modo de Transmissão

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2024

Enunciado

A filariose linfática (FL), doença parasitária crônica, é uma das maiores causas mundiais de incapacidades permanentes ou de longo prazo. O seu modo de transmissão ocorre... 

Alternativas

  1. A) por meio da picada da fêmea do mosquito com larvas infectantes do parasito, que penetra a pele, e as larvas infectantes migram para região dos linfonodos, onde se desenvolvem até se tornarem vermes adultos. 
  2. B) mais frequentemente pela inalação de aerossóis formados a partir de contaminantes infectados em ambiente rural, com evolução larvar em mucosas, migração para linfonodos, onde se desenvolvem até se tornarem vermes adultos.
  3. C) pela picada de mosquitos, que se infectam ao realizar o repasto sanguíneo em aves infectadas, em período de viremia, com replicação e migração para as glândulas salivares, de onde pode ser transmitido para o homem.
  4. D) pelo contato direto pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias de pessoas infectadas, assintomáticas ou doentes. A transmissão por fômites não é importante.
  5. E) pelo contato do homem suscetível com as excretas contaminadas deixadas pelos mosquitos da espécie Culex quiquefasciatus, também conhecidos como pernilongo, carapanã ou muriçoca.

Pérola Clínica

Filariose linfática = transmitida por picada de mosquito fêmea com larvas infectantes (L3), que migram para linfonodos.

Resumo-Chave

A filariose linfática é uma doença parasitária transmitida por mosquitos vetores. A transmissão ocorre quando a fêmea do mosquito, infectada com larvas de terceiro estágio (L3), pica um hospedeiro humano, introduzindo as larvas que migrarão para o sistema linfático para se desenvolverem.

Contexto Educacional

A filariose linfática (FL), popularmente conhecida como elefantíase, é uma doença parasitária crônica causada por nematódeos filariais, sendo Wuchereria bancrofti a espécie mais comum. É uma das principais causas mundiais de incapacidade permanente ou de longo prazo, afetando milhões de pessoas em regiões tropicais e subtropicais. A compreensão de seu ciclo de vida e modo de transmissão é crucial para o controle e erradicação. A transmissão da filariose linfática ocorre exclusivamente por meio da picada de mosquitos vetores infectados. A fêmea do mosquito, ao se alimentar do sangue de um indivíduo infectado, ingere microfilárias. Dentro do mosquito, as microfilárias se desenvolvem em larvas de segundo estágio (L2) e, posteriormente, em larvas infectantes de terceiro estágio (L3). Quando o mosquito infectado pica um novo hospedeiro humano, as larvas L3 são depositadas na pele e penetram ativamente, migrando para os vasos linfáticos e linfonodos, onde amadurecem em vermes adultos. Os vermes adultos vivem nos vasos linfáticos, causando inflamação e obstrução, que podem levar a linfedema, hidrocele e elefantíase. O diagnóstico é feito pela detecção de microfilárias no sangue periférico, geralmente coletado à noite devido à periodicidade das microfilárias. O tratamento visa eliminar os parasitos e controlar as manifestações clínicas, sendo a prevenção baseada no controle do vetor e na quimioterapia profilática em massa.

Perguntas Frequentes

Qual o principal vetor da filariose linfática?

Os principais vetores da filariose linfática são mosquitos dos gêneros Culex (especialmente Culex quinquefasciatus), Anopheles e Aedes, dependendo da região geográfica e da espécie de filária envolvida.

Como as larvas do parasito chegam aos linfonodos humanos?

Após a picada da fêmea do mosquito infectada, as larvas infectantes (L3) penetram na pele do hospedeiro humano. Elas então migram ativamente através dos tecidos até alcançarem os vasos linfáticos e linfonodos regionais, onde se desenvolvem em vermes adultos.

Quais são as espécies de parasitos que causam a filariose linfática?

As três espécies de nematódeos filariais que causam a filariose linfática em humanos são Wuchereria bancrofti (responsável pela maioria dos casos), Brugia malayi e Brugia timori.

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