Fígado Gorduroso Agudo da Gravidez: Fatores de Risco

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2022

Enunciado

O fígado gorduroso agudo da gravidez (FGAG) é a principal causa de insuficiência hepática aguda e encefalopatia durante a gestação. Sobre essa doença, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Ocorre tipicamente no primeiro trimestre da gestação.
  2. B) Trata-se de uma doença com baixas mortalidades materna e fetal.
  3. C) É uma doença hepática gestacional relativamente comum.
  4. D) Os fatores de risco mais relevantes são primiparidade e gestação gemelar.
  5. E) A biópsia hepática é o exame padrão-ouro para o diagnóstico de FGAG.

Pérola Clínica

FGAG: doença rara e grave do 3º trimestre; fatores de risco incluem primiparidade e gestação gemelar.

Resumo-Chave

O Fígado Gorduroso Agudo da Gravidez (FGAG) é uma condição rara, mas grave, que tipicamente se manifesta no terceiro trimestre. Fatores de risco importantes incluem primiparidade e gestações múltiplas. A mortalidade materna e fetal pode ser alta se não houver diagnóstico e manejo rápidos, que geralmente envolvem o parto imediato.

Contexto Educacional

O Fígado Gorduroso Agudo da Gravidez (FGAG) é uma doença hepática rara, mas potencialmente fatal, que ocorre exclusivamente durante a gestação. Caracteriza-se por uma disfunção mitocondrial na oxidação de ácidos graxos, levando ao acúmulo de triglicerídeos nos hepatócitos e consequente insuficiência hepática aguda. A incidência é baixa, variando de 1:7.000 a 1:15.000 gestações, mas sua gravidade exige reconhecimento rápido.Os fatores de risco mais consistentemente associados ao FGAG incluem a primiparidade e a gestação gemelar ou múltipla. Outros fatores podem incluir a deficiência de 3-hidroxiacil-CoA desidrogenase de cadeia longa (LCHAD) no feto, uma condição autossômica recessiva que pode ser exacerbada pela demanda metabólica da gravidez. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com elevação de transaminases, bilirrubinas, hipoglicemia, coagulopatia e, por vezes, encefalopatia. A biópsia hepática é confirmatória, mas raramente necessária em casos agudos devido ao risco de sangramento.O manejo do FGAG é uma emergência obstétrica e médica. O tratamento definitivo é o parto imediato, que geralmente leva à resolução da disfunção hepática. O suporte intensivo, incluindo correção de hipoglicemia, coagulopatias e monitoramento rigoroso, é fundamental. A mortalidade materna e fetal, embora tenha diminuído com o avanço do suporte intensivo, ainda pode ser significativa se o diagnóstico e o tratamento forem tardios. Residentes devem estar cientes dessa condição rara, mas grave, para garantir um manejo adequado e rápido.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o Fígado Gorduroso Agudo da Gravidez (FGAG)?

Os fatores de risco mais relevantes para o FGAG incluem primiparidade (primeira gestação), gestação gemelar ou múltipla, sexo masculino do feto e deficiência materna de 3-hidroxiacil-CoA desidrogenase de cadeia longa (LCHAD), uma condição genética que afeta o metabolismo de ácidos graxos.

Em qual trimestre da gestação o FGAG tipicamente se manifesta?

O Fígado Gorduroso Agudo da Gravidez (FGAG) tipicamente se manifesta no terceiro trimestre da gestação, embora possa ocorrer mais cedo. Raramente, pode surgir no pós-parto imediato. É importante diferenciar de outras condições hepáticas gestacionais que podem ocorrer em outros trimestres.

Qual é o tratamento principal para o FGAG?

O tratamento principal para o FGAG é o parto imediato, independentemente da idade gestacional, uma vez que a condição é reversível após a remoção da placenta. O manejo de suporte intensivo, incluindo correção de distúrbios metabólicos e coagulopatias, é crucial antes e após o parto.

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