Fibrose Pulmonar Idiopática: Diagnóstico em Idosos Tabagistas

CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 65 anos, tabagista há 40 anos, apresenta tosse persistente há 6 meses, associada a perda de peso e dispneia progressiva. No exame físico, observam-se estertores finos em bases pulmonares. A tomografia computadorizada do tórax revela opacidades em vidro fosco e espessamento septal. Considerando o histórico e os achados, qual o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Pneumonia intersticial usual.
  2. B) Tuberculose pulmonar.
  3. C) Fibrose pulmonar idiopática.
  4. D) Carcinoma broncogênico.

Pérola Clínica

Idoso tabagista + tosse/dispneia progressiva + estertores finos + vidro fosco/espessamento septal na TC → FPI.

Resumo-Chave

A Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI) é uma doença pulmonar intersticial crônica e progressiva, mais comum em idosos e tabagistas. A tríade de tosse seca, dispneia progressiva e estertores finos (crepitantes em velcro) nas bases pulmonares, associada a achados tomográficos de opacidades em vidro fosco e espessamento septal, é altamente sugestiva de FPI.

Contexto Educacional

A Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI) é uma doença pulmonar intersticial fibrosante crônica, progressiva e de causa desconhecida, que afeta predominantemente idosos, especialmente aqueles com histórico de tabagismo. É caracterizada por uma fibrose progressiva do parênquima pulmonar, levando à perda da função pulmonar e, eventualmente, à insuficiência respiratória. A epidemiologia mostra uma prevalência crescente com a idade. A fisiopatologia da FPI envolve um processo de cicatrização aberrante e descontrolado em resposta a microlesões repetidas no epitélio alveolar, resultando na proliferação de fibroblastos e deposição excessiva de colágeno. Clinicamente, os pacientes apresentam tosse seca persistente, dispneia progressiva e, ao exame físico, estertores crepitantes finos ("velcro") nas bases pulmonares. A tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR) do tórax é crucial para o diagnóstico, revelando o padrão de Pneumonia Intersticial Usual (PIU), com opacidades reticulares, faveolamento e bronquiectasias de tração, predominantemente subpleurais e basais. O diagnóstico da FPI é de exclusão, após afastar outras causas de doença pulmonar intersticial. O tratamento visa retardar a progressão da doença e aliviar os sintomas, utilizando antifibróticos como pirfenidona e nintedanibe. O prognóstico é reservado, com sobrevida média de 3-5 anos após o diagnóstico, mas o manejo precoce e multidisciplinar pode melhorar a qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Fibrose Pulmonar Idiopática?

Os sintomas mais comuns são tosse seca persistente e dispneia progressiva, inicialmente aos esforços e depois em repouso. Fadiga e perda de peso também podem ocorrer.

Qual o padrão radiológico típico da FPI na tomografia de tórax?

O padrão típico é o de Pneumonia Intersticial Usual (PIU), caracterizado por opacidades reticulares, faveolamento (honeycombing), bronquiectasias de tração, predominantemente subpleurais e basais, e opacidades em vidro fosco.

Como diferenciar FPI de outras doenças pulmonares intersticiais?

A diferenciação envolve a análise cuidadosa do histórico clínico (exposição, doenças autoimunes), achados tomográficos (padrão PIU definitivo ou provável) e, em alguns casos, biópsia pulmonar para confirmar o diagnóstico histopatológico de PIU.

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