SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Um paciente de 72 anos de idade compareceu à consulta com histórico de dispneia progressiva e fadiga há seis meses. Ao exame físico, revelou estertores crepitantes bibasais, baqueteamento digital e cianose discreta. Foram verificados FC = 88 bpm, FR = 22 irpm e SatO2 = 89%. Ele realizou tomografia de tórax, que evidenciou opacidades reticulares subpleurais bilaterais e faveolamento. Nesse caso, qual é o diagnóstico mais provável?
Idoso + dispneia progressiva + crepitantes bibasais + baqueteamento + TC com faveolamento/reticular subpleural → FPI.
A Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI) é uma doença pulmonar intersticial crônica e progressiva de causa desconhecida, que afeta predominantemente idosos. O diagnóstico é baseado na combinação de sintomas clínicos (dispneia, tosse seca), achados no exame físico (estertores crepitantes, baqueteamento digital) e, crucialmente, padrões tomográficos específicos (padrão de pneumonia intersticial usual - PIU, com faveolamento e opacidades reticulares subpleurais).
A Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI) é uma doença pulmonar intersticial crônica, progressiva e fatal de etiologia desconhecida, que afeta predominantemente indivíduos idosos. Caracteriza-se por uma fibrose progressiva do parênquima pulmonar, levando à perda da função pulmonar e insuficiência respiratória. O diagnóstico precoce é desafiador, mas fundamental para o manejo e a discussão de opções terapêuticas. Clinicamente, a FPI manifesta-se por dispneia progressiva, tosse seca crônica e, ao exame físico, estertores crepitantes finos e secos (tipo velcro) nas bases pulmonares e baqueteamento digital. A tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR) do tórax é a ferramenta diagnóstica mais importante, revelando o padrão de Pneumonia Intersticial Usual (PIU), caracterizado por opacidades reticulares subpleurais e basais, faveolamento (honeycombing) e bronquiectasias de tração. O diagnóstico de FPI é de exclusão, exigindo a investigação e descarte de outras causas de fibrose pulmonar, como doenças do tecido conjuntivo, exposição a medicamentos ou agentes ambientais. O tratamento visa retardar a progressão da doença e aliviar os sintomas, com medicamentos antifibróticos como pirfenidona e nintedanibe, além de reabilitação pulmonar e, em casos selecionados, transplante pulmonar. O prognóstico é reservado, com sobrevida média de 3 a 5 anos após o diagnóstico.
Os achados clássicos incluem opacidades reticulares subpleurais e basais, faveolamento (honeycombing) e bronquiectasias de tração, com distribuição predominantemente periférica e basal. A ausência de achados atípicos ajuda a confirmar o padrão de Pneumonia Intersticial Usual (PIU).
O baqueteamento digital é um sinal clínico comum na FPI, presente em cerca de 50-60% dos pacientes. Embora não seja exclusivo da FPI, sua presença, juntamente com dispneia progressiva e estertores crepitantes, reforça a suspeita de doença pulmonar intersticial crônica.
A diferenciação envolve a exclusão de causas conhecidas de fibrose pulmonar, como doenças do tecido conjuntivo, exposição a drogas ou agentes ambientais. A combinação de um padrão PIU típico na TC e a ausência de uma causa secundária são cruciais para o diagnóstico de FPI.
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