HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2024
Carlos, 62 anos, apresentou-se com fadiga e falta de ar. Após a realização de uma ressonância magnética cardíaca, foi diagnosticado com fibrose miocárdica. Qual é a principal implicação clínica da fibrose miocárdica?
Fibrose miocárdica = substituição do músculo por tecido fibroso → ↓ função cardíaca.
A fibrose miocárdica é um processo patológico onde o tecido muscular cardíaco é substituído por tecido fibroso não contrátil. Isso compromete a capacidade do coração de bombear sangue eficientemente, levando a disfunção sistólica e/ou diastólica, arritmias e, eventualmente, insuficiência cardíaca.
A fibrose miocárdica é um processo patológico caracterizado pelo acúmulo excessivo de matriz extracelular, principalmente colágeno, no miocárdio. Este processo pode ser reativo (intersticial) ou substitutivo (cicatricial), ocorrendo em resposta a diversas agressões cardíacas, como isquemia, inflamação, sobrecarga de pressão ou volume, e doenças genéticas. É um componente chave do remodelamento cardíaco e está associadamente a um pior prognóstico em várias cardiomiopatias. Clinicamente, a principal implicação da fibrose miocárdica é o comprometimento da função cardíaca. O tecido fibroso, ao substituir o miocárdio contrátil, reduz a capacidade de contração do coração (disfunção sistólica) e diminui sua complacência, dificultando o relaxamento e o enchimento ventricular (disfunção diastólica). Além disso, a fibrose pode criar substratos para arritmias cardíacas, aumentando o risco de morte súbita. Sintomas como fadiga e falta de ar, como no caso de Carlos, são comuns devido à insuficiência cardíaca resultante. O diagnóstico da fibrose miocárdica é frequentemente realizado por ressonância magnética cardíaca (RMC) com realce tardio de gadolínio, que permite visualizar e quantificar as áreas de fibrose. O manejo visa tratar a doença subjacente e as complicações da insuficiência cardíaca, com terapias que podem, em alguns casos, modular o processo fibrótico, como inibidores da ECA e bloqueadores dos receptores de angiotensina. A compreensão da fibrose é vital para o residente na avaliação e manejo de pacientes com doenças cardíacas crônicas.
A fibrose miocárdica substitui o tecido muscular contrátil por tecido fibroso inelástico, o que reduz a capacidade de contração (disfunção sistólica) e relaxamento (disfunção diastólica) do coração, comprometendo sua função de bomba.
A fibrose miocárdica pode ser causada por diversas condições, incluindo infarto do miocárdio, hipertensão arterial crônica, cardiomiopatias (dilatada, hipertrófica), doença de Chagas, miocardites e doenças infiltrativas como amiloidose.
Sim, a ressonância magnética cardíaca (RMC) com realce tardio de gadolínio é a técnica padrão-ouro para detectar e quantificar a fibrose miocárdica, fornecendo informações cruciais sobre a extensão e o padrão da fibrose, o que auxilia no diagnóstico e prognóstico.
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