UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2016
Sobre a fibrose cística, assinale a afirmativa INCORRETA.
Fibrose Cística: doença multissistêmica com grande heterogeneidade clínica e gravidade variável.
A fibrose cística é uma doença genética autossômica recessiva que afeta múltiplos órgãos devido a um defeito no transporte de íons cloreto, resultando em secreções espessas. No entanto, sua apresentação clínica é altamente variável, desde formas leves até graves, e não homogênea em todos os pacientes, dependendo das mutações do gene CFTR e outros fatores.
A fibrose cística (FC) é uma doença genética autossômica recessiva grave, causada por mutações no gene CFTR. É uma das doenças genéticas mais comuns em populações caucasianas, com uma prevalência significativa. Sua importância clínica reside na ampla gama de órgãos afetados e na necessidade de um manejo multidisciplinar e contínuo para melhorar a qualidade de vida e a sobrevida dos pacientes. A fisiopatologia central da FC envolve a disfunção do canal de cloreto CFTR, que leva à produção de secreções exócrinas espessas e viscosas. Isso resulta em obstrução de ductos e órgãos, como brônquios, ductos pancreáticos e biliares, e glândulas sudoríparas. As manifestações clínicas são variadas, incluindo íleo meconial no neonato, insuficiência pancreática exócrina, doença pulmonar crônica progressiva, infertilidade masculina e suor salgado. A gravidade e o espectro da doença são altamente heterogêneos, dependendo das mutações específicas do CFTR e de fatores genéticos modificadores, o que refuta a ideia de uma apresentação homogênea. O tratamento da fibrose cística é complexo e visa controlar os sintomas, prevenir complicações e melhorar a função pulmonar e nutricional. Inclui fisioterapia respiratória, enzimas pancreáticas, suplementos vitamínicos, antibióticos para infecções pulmonares e, mais recentemente, moduladores do CFTR. O prognóstico melhorou significativamente nas últimas décadas, mas a infecção crônica por bactérias como Pseudomonas aeruginosa continua sendo um desafio importante, exigindo vigilância e tratamento agressivo para evitar a progressão da doença pulmonar.
A fibrose cística é uma doença multissistêmica que afeta principalmente os pulmões (infecções crônicas, bronquiectasias), pâncreas (insuficiência pancreática exócrina, diabetes), trato gastrointestinal (íleo meconial, prolapso retal) e glândulas sudoríparas (suor salgado).
O gene CFTR (Cystic Fibrosis Transmembrane Conductance Regulator) codifica uma proteína que atua como canal de cloreto. Mutações nesse gene levam a um transporte deficiente de cloreto e água, resultando em secreções espessas e viscosas que obstruem ductos e órgãos.
A infecção crônica por Pseudomonas aeruginosa é uma das principais causas de morbidade e mortalidade em pacientes com fibrose cística. As cepas mucoides formam biofilmes, dificultando a erradicação e contribuindo para a progressão da doença pulmonar e pior prognóstico.
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