IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
Assinale a alternativa que contém um dos agentes mais comuns responsáveis pela exacerbação pulmonar de pacientes com fibrose cística.
Exacerbação pulmonar em fibrose cística → Stenotrophomonas maltophilia é um patógeno comum e oportunista.
Pacientes com fibrose cística têm um ambiente pulmonar propício para infecções crônicas e exacerbações por patógenos específicos. Além de Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus, bactérias como Stenotrophomonas maltophilia são reconhecidas como importantes causas de exacerbações, especialmente em pacientes com doença avançada ou uso prévio de antibióticos.
A fibrose cística (FC) é uma doença genética autossômica recessiva que afeta principalmente as glândulas exócrinas, resultando em produção de muco espesso e pegajoso. Nos pulmões, isso leva à obstrução das vias aéreas, inflamação crônica e infecções bacterianas recorrentes, que são a principal causa de morbidade e mortalidade. As exacerbações pulmonares são eventos agudos de piora dos sintomas respiratórios, frequentemente desencadeadas por infecções. A fisiopatologia pulmonar na FC cria um nicho ecológico único para certas bactérias. O muco espesso dificulta a eliminação de microrganismos, permitindo a colonização crônica e a formação de biofilmes. O diagnóstico das exacerbações é clínico, com piora da tosse, dispneia, aumento da produção de escarro e febre. A identificação do agente etiológico é crucial para guiar a antibioticoterapia. Os agentes mais comuns incluem Pseudomonas aeruginosa (o mais prevalente), Staphylococcus aureus (incluindo cepas resistentes à meticilina - MRSA) e Haemophilus influenzae. No entanto, com o uso prolongado de antibióticos e a progressão da doença, patógenos oportunistas como Stenotrophomonas maltophilia e membros do complexo Burkholderia cepacia tornam-se cada vez mais relevantes, apresentando desafios terapêuticos devido à sua resistência intrínseca a muitos antibióticos. O tratamento das exacerbações requer antibióticos direcionados, muitas vezes em altas doses e por períodos prolongados.
Os patógenos mais comuns incluem Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus (incluindo MRSA), Haemophilus influenzae e, em fases mais avançadas, Burkholderia cepacia complex e Stenotrophomonas maltophilia.
A disfunção da proteína CFTR na fibrose cística leva à produção de muco espesso e pegajoso nas vias aéreas, comprometendo a depuração mucociliar e criando um ambiente ideal para a colonização bacteriana e formação de biofilmes.
O tratamento envolve antibióticos de alta dose e prolongados, muitas vezes por via intravenosa, direcionados aos patógenos específicos isolados, além de terapias para desobstrução das vias aéreas e modulação da inflamação.
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